Este blog é direcionado para os alunos da Escola Municipal Genildo Miranda no Sítio Lajedo em Mossoró-RN, para os alunos da Escola Estadual Rui Barbosa no município de Tibau-RN, para todos aqueles amantes da Educação Geográfica e também para os que se propõem a discussão de uma Educação contextualizada.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Greenpeace identifica nova área desmatada

O Greenpeace identificou uma nova frente de desmatamentos no sul do Amazonas que não tem sido flagrada pelo governo brasileiro. São desmates pequenos, não captados nos radares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Na região de Apuí e Manicoré, perto das divisas do Amazonas com Mato Grosso e Rondônia, foram encontradas nove áreas recém-desmatadas. O Greenpeace vai protocolar hoje uma denúncia no Ministério Público. Segundo a ONG, os desmatamentos são pequenos: de 13, 20, 30 e 40 hectares. Mas, somados, formam um mosaico de 310 hectares. Se o mosaico fechar, chegará a 900 hectares.

O Greenpeace se baseou em imagens de satélite e comprovou os dados sobrevoando o local. São 146 áreas de desmatamento captadas, mas apenas 21 estão na rede do Inpe.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Vestibulando!

(UFC) O basalto, o carvão mineral e o gnaisse são, RESPECTIVAMENTE, exemplos de rochas:

a)
magmática extrusiva, metamórfica e magmática intrusiva;

b) magmática extrusiva, sedimentar e metamórfica;
c) metamórfica, sedimentar orgânica e dedrítica;
d) química, orgânica e dedrítica;
e) orgânica, metamórfica e dedrítica.

(UNICAMP) Para apoiar a regra de que “a temperatura diminui com o aumento da latitude”, deveríamos tomar como exemplo os dados referentes às cidades de:
                                
a) Manaus, Cuiabá e Porto Alegre.                
b)
Recife, Cuiabá e Rio de Janeiro.                 
c)
Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre.       
d)
Manaus, Recife e Cuiabá.                            
e)
Manaus, Rio de Janeiro e Porto Alegre















As respostas referentes as questãos postadas no dia 30/06/11 são respectivamente: A e C.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O que existe no centro da Terra?

Uma grande bola de metal! Mais especificamente, uma bola sólida de ferro e níquel. Pode parecer estranho que a quase 5 mil graus Celsius o centro da Terra não seja líquido. "É que a pressão prevalece sobre a temperatura, impedindo a agitação das moléculas", diz a geofísica Yara Marangoni, do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (USP).
Por causa do calor infernal e da pressão esmagadora, nenhuma sonda humana jamais atingiu o centro da Terra. A tentativa que chegou mais "próximo" ocorreu na década de 1970, quando pesquisadores russos abriram no país um buraco que atingiu 12 quilômetros de profundidade - uma ninharia perto dos milhares de quilômetros necessários para alcançar o núcleo.
Mas nem por isso, as previsões dos geólogos e geofísicos deixam de ser confiáveis. Para saber o que existe abaixo de nossos pés, eles se valem de cálculos e estudos sofisticados. Entre eles, a análise da composição de meteoritos, a relação entre a densidade da Terra e das rochas da sua superfície e experiências laboratoriais que simulam a propagação das ondas sísmicas. A existência de um poderoso campo magnético em volta e dentro da Terra reforça ainda mais as evidências de que há muito metal no centro do planeta.

Indo mundo abaixo Planeta é composto de quatro camadas
1. CROSTA
Entre 6 e 75 km de espessura
Composta de rochas como arenitos, granitos, basaltos e mármores. A crosta sob os oceanos é menos espessa que sob os continentes
2. MANTO
Abaixo da crosta e até 2 891 km de profundidade
Formada por rochas de consistência viscosa, tem temperatura de 600 ºC (abaixo da crosta) a 3 500 ºC (na divisa com o núcleo). As lavas de vulcões vêm daí
3. NÚCLEO EXTERNO
Entre 2 891 e 5 150 km de profundidade
Liga metálica de ferro e níquel mais um elemento leve, como enxofre ou potássio, na forma líquida. A temperatura varia entre 3 500 ºC e 4 600 ºC
4. NÚCLEO INTERNO
Entre 5 150 e 6 371 km de profundidade
Uma bola metálica sólida, formada por ferro e níquel. A temperatura atinge 4 900 ºC. O calor é tão alto que a radiação das moléculas emitiria luz.

Fonte: Revista Mundo Estranho.

Já nevou no deserto do Saara?

Já, sim! O fenômeno só rolou uma única vez, mas foi uma nevasca bem no coração do deserto. Tudo ocorreu em 18 de fevereiro de 1979, no sul da Argélia. Existem poucos relatos científicos sobre o fato, mas é provável que a nevasca tenha acontecido durante a noite, quando a temperatura no deserto pode cair abaixo de 0 ºC. A tempestade de neve durou apenas meia hora e não deixou vestígios, pois a neve derreteu em poucas horas. Os cientistas arriscam que a principal explicação para a nevasca no Saara é a baixíssima umidade do local. Isso ocorre porque as montanhas do Atlas, ao norte do Saara, "emparedam" o deserto, impedindo a entrada de ar úmido. Passam apenas algumas massas de ar seco, que em condições raras podem fazer chover - ou, em condições ainda mais raras, fazer nevar. "Com baixa umidade, a água que cai das nuvens tende a passar direto do vapor para o estado sólido porque a temperatura da superfície das gotículas diminui, formando cristais de neve. É a mesma coisa que acontece quando saímos de uma piscina num dia com ar seco: sentimos frio porque a superfície das gotículas de água esfria", afirma o pesquisador Andrew Heymsfield, da Corporação Universitária para a Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos. Só que não adiantaria nada ter ar seco e uma temperatura superquente - nesse caso, os cristais de gelo derreteriam. Por isso que a tempestade deve ter rolado à noite - o fato é que, para rolar uma nevasca, a temperatura não precisa estar abaixo de zero. "Existem muitos registros de neve a até 12 ºC, e o Saara pode perfeitamente ter atingido essa temperatura durante a noite", diz Andrew. Se a neve é um fenômeno raro em desertos quentes, não é tão difícil de acontecer nos desertos frios. Um exemplo é o deserto de Atacama, no Chile, que tem uma camada de neve que nunca chega a derreter em suas partes mais altas.

Fonte: Revista Mundo Estranho.

Como o petróleo é extraído do fundo do mar?

O processo de extração de petróleo varia muito, de acordo com a profundidade em que o óleo se encontra. Ele pode estar nas primeiras camadas do solo ou até milhares de metros abaixo do nível do mar. É o caso das megarreservas descobertas na bacia de Santos nos últimos meses. O campo de Tupi, anunciado em outubro do ano passado, pode acrescentar até 8 bilhões de barris de petróleo aos 12 bilhões da nossa reserva atual. Já o campo Pão de Açúcar, descoberto em 2008 e ainda visto como uma incógnita por especialistas, seria, segundo o que se comentou até agora, o terceiro maior campo do mundo, o que colocaria o Brasil entre os maiores produtores do planeta. Mas não será fácil extrair esse óleo todo. Primeiro, porque esses campos estão a 300 quilômetros da costa - o que dificulta o transporte, quando a produção estiver a todo vapor - e, segundo, a razão principal: o ouro negro está encravado entre rochas situadas 7 mil metros abaixo do nível do mar e, o que é pior, sob uma camada de 2 mil metros de sal. A exploração desse tipo de campo não é uma novidade só para o Brasil. Muito dinheiro terá que ser investido para fazer o petróleo da bacia de Santos vir à tona. Entenda por que nas explicações abaixo. B)
PRODUTO INTERNO BRUTO
Com a tecnologia atual, no máximo 30% do petróleo e do gás natural de Tupi serão extraídos
1) Antes de qualquer coisa, é preciso descobrir onde está o petróleo. Para isso, existe a sísmica. Um navio percorre milhares de quilômetros rebocando cilindros com ar comprimido e dispara rajadas de tempos em tempos. É como uma explosão, que gera ondas sonoras que batem no solo e voltam
2) Os hidrofones, rebocados pelo navio, recebem as ondas sonoras e as decodificam, transformando-as em imagens. São representações das camadas do solo. Através delas os especialistas descobrem se há petróleo incrustado entre as rochas e, se houver, onde está. Aí perfuram o poço para tentar chegar ali
3) perfuração começa com a instalação do BOP no poço. É um conjunto de válvulas para controlar a pressão da perfuração e impedir que o óleo vaze. Quando a perfuração termina, o BOP é trocado por uma estrutura parecida com uma árvore de natal, que controla a extração
4) No início da perfuração são usadas brocas largas, com cerca de 20 polegadas (50 cm) de diâmetro. Elas são feitas de aço e, na ponta, têm pedacinhos de diamante, o minério mais duro que existe. Durante a perfuração elas são resfriadas por uma lama especial, que, além de lubrificar, leva pedaços de rocha para a superfície, onde são analisados
5) As perfurações são interrompidas para troca de brocas ou injeção de cimento, que reveste o duto, sustentando as paredes do poço. Isso é feito assim: o cimento desce pelo tubo por onde passa a broca e sobe pelos vãos laterais, formando a parede. Em seguida, uma broca menor continua a perfuração
6) O petróleo de Tupi está em uma camada geológica acumulada antes do sal: o pré-sal. Para chegar lá, o desafio é atravessar a espessa camada de sal pastoso, que se movimenta e pode até tapar os poços. A saída é fazer uma perfuração horizontal. Assim, evita-se furar vários poços verticais para explorar todo o pré-sal, que tem "só" 120 m de espessura
7) Quando se alcança o óleo, um minicanhão é usado para provocar uma explosão entre as rochas. Em seguida, gases ou líquidos são injetados para abrir as fissuras formadas. É por essas fissuras que o petróleo e o gás natural chegam ao poço. A partir daí, eles sobem graças à pressão do reservatório natural
8) Para minimizar a diferença de temperatura entre o petróleo que sobe (63 ºC) e a água do oceano (2 ºC), o tubo flexível que liga o poço até a plataforma de produção tem revestimento térmico e temperatura controlada por fios elétricos e fibra óptica. Tudo isso para evitar que surjam coágulos, capazes de entupir a tubulação
9) Antes de chegar ao continente, o petróleo de Tupi - mais leve e valioso do que o explorado atualmente no Brasil - será processado e armazenado em naviosplataforma. Se a construção de oleodutos ligando essas embarcações ao continente ficar cara demais, é provável que o transporte seja feito com navios mesmo.

Fonte: Revista Mundo Estranho.

Justiça concede liminar contra lei das sacolas plásticas

TJ-SP derrubou lei que proíbe distribuição de sacolas nas lojas - Foto: Getty Images
O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou, em caráter liminar, a lei que proíbe a distribuição e venda das sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo, sancionada em maio deste ano (saiba mais em Prefeito sanciona lei que proíbe sacolas plásticas em SP).
A decisão foi tomada pelo desembargador Luiz Pantaleão e publicada nesta quinta-feira, 30 de junho, no Diário da Justiça. No entanto, de acordo com a Prefeitura, a liminar ainda não foi noticiada oficialmente ao governo, que pretende recorrer.
O Sindiplast - Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo foi quem entrou com a ação contra a prefeitura e a Câmara Municipal, o que significa que, por enquanto, os estabelecimentos comerciais não são obrigados a cumprir o que prevê a lei sancionada em maio.
O mérito da ação ainda será julgado pelo Tribunal de Justiça - em data não definida -, que pode ou não acatar a decisão imposta pela liminar. O Sindiplast também está movendo ações nos Tribunais de Justiça de outras 20 cidades paulistas que possuem leis que proíbem as sacolas plásticas.
 
Fonte: National Geographic Brasil.

Gelo fino

Um urso-polar navega no verão do arquipélago norueguês de Svalbard. O gelo marinho é um hábitat crucial para o maior predador do Ártico, mas a alta nas temperaturas prolonga os períodos sem gelo que sobrecarregam os animais.
Em agosto de 1881, o naturalista John Muir partiu do Alasca no vapor Thomas Corwin em busca de três navios que se perderam no Ártico. Na costa de Point Barrow, ele avistou três ursos-polares, "uns bichos magníficos, vigorosos, gozando sua força no seio da vastidão gelada", descreveu. Mas, se Muir zarpasse de Point Barrow em agosto de 2010, qualquer urso que ele visse estaria nadando em mar aberto, queimando preciosas reservas de gordura. O hábitat de gelo marinho está desaparecendo. E depressa.

Os ursos-polares singram o nicho ártico onde água, gelo e ar se encontram. Esplendidamente adaptados a esse meio inóspito, a maioria deles passa a vida no gelo marinho. Ali caçam o ano todo e só vão à terra firme para fazer a toca em que nascerão suas crias. Suas presas principais são a foca-anelada e a barbuda (dizem que eles são capazes de farejar o respiradouro de uma foca a mais de 1,5 quilômetro de distância), mas às vezes também comem morsas e até belugas.

O gelo é o alicerce do ambiente marinho no Ártico. Em vez de sólido, ele é perfurado por canais e túneis de várias dimensões, e nessa camada - ou sob ela - se abrigam organismos vitais. Trilhões de diátomos, zooplânctons e crustáceos salpicam a coluna de gelo. Na primavera, a luz solar penetra e promove o crescimento de algas. Elas afundam e, nas áreas rasas da plataforma continental, sustentam uma cadeia alimentar que inclui mexilhões e mariscos, o bacalhau Arctogadus glacialis, focas, morsas e ursos-polares.

Especialistas estimam que existem hoje entre 20 mil e 25 mil ursos-polares, divididos em 19 subpopulações. Os de Svalbard (o arquipélago norueguês onde Florian Shulz fez a maioria destas fotos), do mar de Beaufort e da baía Hudson são estudados há mais tempo. Foi no oeste da baía Hudson, onde o gelo derrete no verão e volta a congelar até a costa no outono, que primeiro se percebeu o problema desses animais.
O biólogo Ian Stirling monitora os ursos-polares dessa área desde fins dos anos 1970. Descobriu que eles se empanturravam de focas na primavera e no início do verão, antes de se abrigar em terra firme durante o degelo. A essa altura, nos anos favoráveis, os ursos haviam acumulado boa camada de gordura. Em terra, entravam em um estado conhecido como torpor parcial, reduzindo o metabolismo para poupar as reservas de gordura. "Até o início dos anos 1990, os ursos podiam jejuar durante o período de degelo no verão e no outono na baía Hudson porque a caça no gelo da primavera era excelente", diz Stirling.

Nos anos seguintes, Stirling e um colega, Andrew Derocher, começaram a discernir um padrão assustador ao observar os ursos. Constataram que, embora a população se mantivesse constante, eles estavam ficando magros. Em 1999, os biólogos haviam detectado uma correlação entre a diminuição do gelo marinho e a deterioração da maioria dos indicadores de saúde dos ursos-polares. Eles não cresciam tanto quanto antes, e alguns iam para terra mais magros. As fêmeas tinham crias com menor frequência e em menor número. Menos filhotes sobreviviam.

Quando Stirling e colegas publicaram suas descobertas, ainda era possível duvidar que o aquecimento afetava os ursos-polares. Em uma entrevista em 1999, o cientista Steven Amstrup, que estudara os ursos no mar de Beaufort desde 1980, disse que ainda não vira o tipo de mudança observada por Stirling. Não mesmo? "O estalo só veio quando percebi uma dificuldade para atravessar o gelo em meus estudos de campo no outono - uma tendência prolongada e cada vez pior", recorda-se. "Pouco depois notamos aquelas mesmas mudanças biológicas nos nossos ursos."

O mundo ainda não sabia, mas, durante o verão, o gelo marinho vinha derretendo cada vez mais cedo e mais rápido e, no inverno, o congelamento ocorria mais tarde. O período mais longo de degelo no verão ameaça a cadeia alimentar do Ártico, no topo da qual está o urso-polar.

Desde que Muir zarpou no Corwin, os gases de efeito estufa contribuíram para um aquecimento médio na Terra de 0,5ºC. Parece insignificante, mas isso pode perturbar visivelmente um ambiente de gelo e neve. Vivam na baía Hudson, no mar de Beaufort ou no de Barents, os ursos-polares enfrentam o mesmo problema. O gelo marinho em que eles caçam está disponível por períodos cada vez mais curtos, forçandoos a jejuns prolongados. E, como o bloco congelado mais fino é facilmente arrastado por ventos e correntes, os ursos podem ser levados a territórios estranhos. Isso os força a nadar por mais tempo e com maior esforço em mar aberto para encontrar gelo favorável ou subir à terra firme.
O urso-polar é forte nadador, mas vencer longas distâncias em mar aberto é exaustivo - e pode ser fatal. Em 2008, uma ursa equipada com radiocolar nadou com seu filhote de 1 ano espantosos 687 quilômetros para chegar ao gelo na costa norte do Alasca. O filhote não aguentou. Pesquisadores que recenseavam baleias-da-groenlândia em 2004 avistaram quatro ursos-polares mortos depois de uma tempestade no mar de Beaufort. E estimam que até 27 ursos podem ter-se afogado durante essa tormenta.

Para as fêmeas, a situação é particularmente dura. Machos subnutridos podem matar e comer filhotes e até mães, e os cientistas supõem que tais ocorrências serão cada vez mais frequentes se o alimento diminuir. Chegar ao lugar em que suas ancestrais faziam as tocas para procriar pode ser um suplício. Em uma ilha de Svalbard, nos anos em que o mar congelava tarde, os cientistas viam poucas ou nenhuma toca na primavera seguinte. "Em condições normais, encontrariam 20 ou mais", diz Jon Aars, do Instituto Polar da Noruega. Ele não sabe se as fêmeas achavam outros locais ou se deixavam de dar cria naquele ano.

Desde pequenos criamos uma imagem do mundo físico: o céu é azul, o Ártico é branco. Mas está previsto que, antes do fim do século, a maior parte do Ártico terá o azul das águas no verão. Ele poderá sustentar ursos-polares? Só no curto prazo, pensam Amstrup e Stirling.

Correntes ainda empurram o gelo à deriva de encontro às ilhas do Ártico canadense e ao norte da Groenlândia no verão, criando bolsões que poderão reter gelo suficiente para sustentar os ursos-polares por todo este século. Mas o veredicto de Jon Aars é claro: "Se o mundo continuar esquentando, um dia até esses últimos refúgios deixarão de abrigar o ícone do Ártico".

Fonte: National Geographic Brasil.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Santiago, capital do Chile, está com nível alto de poluição atmosférica - Foto: Getty Images
A prefeitura de Santiago, capital do Chile, decretou nesta segunda-feira (27) estado de pré-emergência ambiental por causa do alto nível de poluição atmosférica.
A medida implica na restrição de circulação de 20% dos veículos na cidade (cerca de 310 mil veículos) e paralisação de cerca de 800 indústrias. Também está proibido o uso de calefação a lenha ou biomassa.
As estações de monitoramento apresentaram níveis de poluição entre 300 e 500 microgramas por metro cúbico de partículas nocivas à saúde. A falta de chuvas no outono foi um dos fatores que piorou a situação.

Por Kátia Arima (National Geographic Brasil).

Plantas da mesma espécie competem entre si.

Pesquisadora analisou pés de ervilha - Foto: Getty Images
Uma pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo) concluiu que o crescimento das raízes das plantas pode ser influenciado pela presença de plantas vizinhas.
O estudo foi realizado pela bióloga Francynês da Conceição Oliveira Macedo, no laboratório de Estresse e Neurofisiologia de Plantas do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, no campus de Piracicaba (SP).
Francynês observou, durante 29 dias, pés de ervilha dentro de uma câmara. O objetivo era verificar se as raízes de ervilha apresentam crescimento diferenciado quando há por perto raízes de outras plantas, para verificar a capacidade de reconhecimento.
Na primeira parte do experimento, os pesquisadores utilizaram três vasos com junções entre si. Cada vaso teve raízes de plantas diferentes competindo por recursos. Nessas condições, as três plantas apresentaram crescimento diferenciado entre si. Além disso, um dos lados da raiz cresceu mais que o outro. Segundo a pesquisadora, as plantas detectam suas vizinhas e competem por recursos ativamente, mesmo que apresentem alto grau de parentesco.
Na segunda parte do experimento, em que cada planta ficou em apenas um vaso, as três cresceram de maneira uniforme, com o mesmo tamanho de raiz e da parte aérea. Fazendo a comparação entre os dois experimentos, a pesquisadora percebeu que as plantas que crescem em competição apresentaram maior crescimento do que as que foram plantadas isoladas em um vaso. 
 
Por: Kátia Arima (National Geographic Brasil).

Situação dos oceanos é pior do que se pensava, diz relatório

O gás carbônico borbulha de fendas vulcânicas e eleva a acidez da água - Foto: David Liittschwager
O Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO) divulgou em junho um relatório que prevê a extinção em massa da vida marinha em escala global, sem precedentes na história humana, caso nenhuma atitude seja tomada para reduzir o impacto ambiental negativo sobre o ambiente oceânico.
O estudo marcou o primeiro encontro internacional de cientistas marinhos, que aconteceu na Universidade de Oxford em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).  Eles se reuniram com o propósito de identificar o impacto cumulativo das ameaças oceânicas: a acidificação, a pesca desenfreada e o aquecimento global. 
A perda de espécies e de ecossistemas marinhos inteiros foi a conclusão a que chegaram os 27 participantes de 18 organizações de seis países. Para respaldar a tétrica previsão, foram levados em conta diversos fatores de agressão à vida oceânica.
A preocupação principal é o aquecimento e a acidificação dos oceanos, que provocam hipóxia, a diminuição da quantidade de oxigênio no ambiente aquático.
Nesse contexto, a rapidez com que têm acontecido mudanças negativas no oceano, que se aproximam ou superam os piores cenários previstos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), revelaram que a situação é pior do que se imaginava.
Além disso, foi estabelecido que a magnitude do impacto cumulativo das ações humanas é maior do se sabia. Já a capacidade de recuperação do oceano se reduz com ações como poluição, pesca desenfreada e destruição de habitat.
Mas nem toda a publicação é fúnebre: o relatório elenca algumas medidas que podem ajudar a reverter este quadro. Entre as soluções propostas estão a redução imediata das emissões de carbono na atmosfera, a tomada urgente de ações para restaurar e estruturar o funcionamento de ecossistemas marinhos, a implementação de regras universais que evitam atividades prejudiciais aos oceanos, além da introdução no Conselho de Segurança da ONU de um órgão de fiscalização oceânica para além da jurisdição dos países.

Fonte: National Geographic Brasil.