Este blog é direcionado para os alunos da Escola Municipal Genildo Miranda no Sítio Lajedo em Mossoró-RN, para os alunos da Escola Estadual Rui Barbosa no município de Tibau-RN, para todos aqueles amantes da Educação Geográfica e também para os que se propõem a discussão de uma Educação contextualizada.

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Agrícola Famosa: empresa oferece 6 mil empregos durante safra

Reproduzido do Diário do Nordeste - 31.05.2011

Caderno Negócios
Empresa oferece 6 mil empregos durante safra


Neste ano, a Agrícola Famosa, empresa do ramo de produção de frutos, deverá contratar cerca de 1.000 funcionários temporários além das costumeiras 5 mil vagas ocupadas no período de safra, que vai de junho de 2011 a fevereiro de 2012.

O grupo já tem quase duas décadas de atuação e é líder em exportação de melão. Situada em Icapuí-CE, avançando pelo Rio Grande do Norte, a fazenda da empresa produz cerca de 80% do seu contingente apenas para exportação, principalmente para países da Europa.

Segundo Carlo Porro, diretor e sócio da produtora, o grupo trabalha ainda com uma linha de vegetais e, recentemente, desenvolveu um projeto de produção de banana, em parceria com empresa norte-americana Chiquita, também com viés estritamente exportador.

Expansão

Recentemente, a Agrícola Famosa concluiu a transação de arrendamento das fazendas de Melão no Brasil da empresa Del Monte, o que deverá potencializar a sua presença nos mercados internacional e nacional como o principal fornecedor de melão, melancia e frutas frescas.

Ampliando sua atuação para fora do país, foi fundada a Agrícola Famosa Senegal S/A. O objetivo principal dessa transação é promover as relações comerciais entre Brasil e Senegal, no continente africano, construindo laços baseados em cooperação comercial e no desenvolvimento sustentável.


Retirado do Blog a Cidade Icapuí

domingo, 29 de maio de 2011

Pesquisa de universidades do Ceará adverte para modelo excludente do crescimento de Mossoró

Mossoró-RN
O crescimento urbano de Mossoró nos últimos anos é indiscutível. A cidade tem ganhado novos empreendimentos comerciais, edifícios, mas especialistas em economia constatam que o município não tem se desenvolvido socialmente, pois esse crescimento não tem chegado à grande maioria da população.
A maior parte dos moradores está excluída desse processo, porque não tem acesso às grandes lojas do shopping, aos restaurantes, aos prédios residenciais, por exemplo. Ou seja, a riqueza de Mossoró não está sendo compartilhada com todos, segundo aponta pesquisa feita por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
Ademais, o crescimento da cidade não uniforme se resume a áreas mais nobres da cidade. A periferia continua carente de avanços, de melhorias habitacionais e serviços públicos essenciais, e a população tem convivido com o agravamento de problemas urbanos, como a falta de transporte público, segurança, saúde.
Esse crescimento desigual, que privilegia áreas mais nobres da cidade, beneficia pequena parcela da população e exclui a grande maioria dos moradores, tem chamado atenção de pesquisadores científicos, que estão se debruçando sobre as consequências desse modelo de crescimento para o futuro de Mossoró.
Entre esses pesquisadores, estão Renato Pequeno, arquiteto e urbanista, ligado à Universidade Federal do Ceará, e Denise Elias, geógrafa vinculada à Universidade Estadual do Ceará, ambas as instituições em Fortaleza (CE). Eles publicaram o estudo "Tendências da urbanização e os espaços urbanos não metropolitanos".
Nesse trabalho científico, eles analisam o processo de desenvolvimento urbano de Mossoró, refletindo parte de uma pesquisa em desenvolvimento que tem como objeto alguns desses espaços e tem como objetivo principal apresentar uma das características que se tem mostrado recorrente a todas as cidades estudadas, qual seja, o aprofundamento das desigualdades socioespaciais.
A moradia é a variável principal escolhida para análise, e Mossoró foi escolhida como objeto de análise. O trabalho dos pesquisadores faz um diagnóstico de Mossoró nos seus mais diversos aspectos, a começar pela importância do município no contexto regional e motivos para expansão do município, estimulada pelos governos federal, estadual e municipal, que têm alocado recursos em infraestrutura necessária ao incremento da economia, bem como garantido subsídios para atrair empresários de diferentes setores.
"Entre nossas principais preocupações na pesquisa, está justamente compreender a dinâmica da urbanização, especialmente a partir dos novos agentes econômicos", escreve os autores, que destacam que todo esse crescimento urbano de Mossoró ocorreu sem o devido acompanhamento de uma política de desenvolvimento urbano eficaz, pautada em instrumentos de planejamento urbano adequados ao controle da especulação imobiliária.
Isso resultou, segundo os autores, no crescimento das irregularidades fundiárias e numa série de conflitos de uso e ocupação do solo, além de problemas de circulação e mobilidade, agravados com a deficiência do transporte público e ausência de políticas públicas eficientes de urbanização, sobretudo nas páreas mais periféricas.  

Criação de conjuntos marca desenvolvimento

Segundo os pesquisadores, a década de 1970 é um marco para a história de Mossoró. Intensificaram-se os movimentos populacionais do campo para a cidade, motivados pelas recorrentes dificuldades da agricultura de subsistência, atividade até então predominante no semiárido nordestino, e, em especial, pela substituição da força de trabalho manual pela mecânica na salinicultura.
Essa fase marca o surgimento dos primeiros conjuntos habitacionais, estimulado pelo poder público através de recursos do Sistema Financeiro de Habitação e dos programas do Banco Nacional de Habitação BNH, executados pela Cohab-RN e pelo Inocoop, o que representaram as principais intervenções urbanas dos anos 1970 e 1980, influenciando diretamente na configuração de um novo eixo de expansão da cidade associado, escrevem os pesquisadores.
Nos anos 1990, outros conjuntos vieram a ser construídos. "Em decorrência da implantação desses conjuntos habitacionais, a cidade passou a vivenciar um processo de crescimento descontínuo", dizem Renato Pequeno e Denise Elias.

Mercado imobiliário só atende a poucos

Segundo os pesquisadores, a verticalização em Mossoró encontra-se em sua maior parte concentrada desde o centro tradicional indo em direção a oeste, onde os loteamentos fechados passam a ser implantados.
Voltados para famílias de renda médio-alta, os condomínios verticais ocupam grandes lotes remanescentes da primeira fase de ocupação do bairro Nova Betânia, marcada pela construção de residências unifamiliares em grandes lotes.
"Essas formas de parcelamento do solo se apresentam como grandes alvos de especulação imobiliária, induzindo a implantação de infraestruturas urbanas - como as redes de água e esgotamento sanitário - e sistema viário nessas direções, em detrimento de vasta periferia desprovida de boas condições de habitabilidade urbana", escrevem.
Com isso, os pesquisadores reforçam a tese visível decorrente do avanço da verticalização e da especulação imobiliária: que as ações voltadas as áreas mais valorizadas do ponto de vista imobiliário não estão sendo executadas na mesma proporções das áreas periféricas, o que, se persistir, agravará o quadro de desigualdade e exclusão social de Mossoró.

Favelas agravam situação de desigualdade

A partir dos anos 80, o surgimento de favelas e de loteamentos irregulares agravaram a situação de desigualdade do processo de desenvolvimento urbano de Mossoró. "Esse processo de favelização, reconhecido em blocos, porém disperso e fragmentado pelas franjas periféricas da cidade, tem representado a principal demanda por políticas públicas de habitação mais recentes", escrevem os pesquisadores.
E acrescentam: "Ainda que tenha havido a tentativa de erradicar as moradias feitas de taipa, a cada dia, novas casas são erguidas utilizando tal material, refletindo o quadro de modernização excludente que tem predominado na cidade, onde as oportunidades atraem a muitos, mas efetivamente são alcançadas por poucos".
Também se constata que até aqui não houve um processo de planejamento na condução dessas ações, as quais se configuram como intervenções pontuais realizadas a partir de oportunidades de recursos obtidos junto a diversas fontes, advertem Renato Pequeno e Denise Elias, no texto científico.

 Fonte: Jornal O Mossoroense.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Produção de petróleo rende R$ 14 mi a Estado e municípios

No acumulado do ano, a produção de petróleo em terra foi de 160.213 barris. No entanto, a maior quantidade vem do mar, de onde saíram 473.579 barris.

Nessa conta, os municípios cearenses levaram a maior fatia do bolo, com R$ 10,24 milhões em royalties

O repasse de royalties provenientes da exploração de petróleo ao Estado e seus municípios cresceu quase 23% nos primeiros quatro meses deste ano, ante o mesmo período do ano passado. Foram aproximadamente R$ 14,19 milhões contra R$ 11,56 milhões.

Nessa conta, os municípios cearenses levaram a maior fatia, ficando com R$ 10,24 milhões entre janeiro e abril deste ano (cerca de 30% a mais), com o governo estadual recebendo cerca de R$ 3,95 milhões (quantia 7% a maior). Os números são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados neste mês, tendo como mês de competência fevereiro de 2011.

Quando o período de comparação passa a ser o mês de abril de 2010, a soma recebida pelo Ceará e seus municípios, no mesmo mês deste ano, salta em praticamente 68%. Foram R$ 3,04 milhões frente R$ 1,81 milhão pagos anteriormente.

Dessa soma, os municípios cearenses receberam R$ 1,94 milhão, 56,5% acima do arrecadado em igual mês do ano passado (R$ 1,24 milhão). Já Estado teve R$ 1,1 milhão em repasses, cifra aproximadamente 93% superior àquela recolhida em abril de 2010.

Por outro lado, ao se confrontar o resultado obtido no quarto mês de 2011 com março deste ano, a quantia recebida no conjunto do Estado e suas localidades registrou queda de 25,31%. O recuo foi causado pelo total embolsado pelos municípios que caiu em torno de 40%. Foram arrecadados R$ 1,94 milhão, ao passo que no mês imediatamente anterior o repasse foi de R$ 3,24 milhões.

Já o valor contabilizado pelo governo estadual aumentou em pouco mais de 34%, saindo de R$ 821, 63 mil para cerca de R$ 1,1 milhão.

No total dos repasses aos municípios estaduais no acumulado do ano, Maracanaú e Fortaleza concentram 66% do valor, com R$ 6,76 milhões.

Produção
Já a produção de petróleo em território cearense subiu apenas 3,8% no acumulado de 2011, considerando janeiro a março, conforme a ANP. Foram produzidos 633.793 barris da commodity frente os 610.778 produzidos nos mesmos meses do ano passado. A maior produção é em mar, com 473.579 barris (7,8% a mais). Já em terra a produção foi de 160.213 barris, uma queda de 6,6% frente ao período anterior.

Para o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Ceará (Sindipetro-CE), Orismar Holanda, a oscilação, tanto na produção como no valor dos repasses, deve-se ao baixo investimento realizado nos poços em solo estadual. "Os investimentos sempre foram reduzidos, além do fato dos nossos campos de produção já serem maduros. Se houvesse manutenção daria para manter o nível de produção ou até aumentá-lo", afirma.

Novos poços
No próximo semestre, é aguardada a perfuração de novos poços em águas profundas nas bacias Potiguar e do Ceará, onde a Petrobras deve investir R$ 200 milhões.
  


Fonte: Diário do Nordeste.

domingo, 15 de maio de 2011

Petróleo e minério são os destaques da economia africana

Além de possuir um terço do urânio mundial, metade do ouro, dois terços dos diamantes e 10% das reservas estimadas de petróleo, a África tem uma localização privilegiada com acesso aos oceanos Atlântico e Índico.

 

A África não pode mais ser vista como um continente absolutamente miserável. Ao lado de muitos países atrasados economicamente, alguns se destacam: Angola, Nigéria, Guiné Equatorial, Chade, Camarões, República Democrática do Congo e Congo. Exportadores de petróleo e minérios, eles fizeram com que, desde os anos 2000, o Produto Interno Bruto (PIB) africano registrasse um crescimento anual médio de 5%. A importância do continente é estratégica. Além de possuir um terço do urânio mundial, metade do ouro, dois terços dos diamantes e 10% das reservas estimadas de petróleo, ele tem uma localização privilegiada com acesso aos oceanos Atlântico e Índico.

A mudança de patamar das nações que sobressaem se deve, sobretudo, às recentes relações comerciais estabelecidas com os países mais ricos. Até os anos 1960, muitas nações africanas ainda eram colônias e tinham uma economia baseada em transações comerciais internacionais, na maioria das vezes desfavoráveis. Com os movimentos de independência, elas se tornaram protagonistas de seus próprios processos políticos e econômicos e passaram a negociar suas riquezas em condições mais vantajosas. Assim, foi possível, por exemplo, desenvolver tecnologias para a extração de minérios e petróleo por meio de parcerias com investimentos externos ou de empréstimos tomados de organismos internacionais.

Foi exatamente essa a conjuntura que possibilitou o salto econômico de Angola. O país se tornou o maior exportador de petróleo do continente depois de ter passado por 40 anos em guerra civil - que matou cerca de 1 milhão de pessoas e só acabou em 2002. Em 1990, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) angolano estava em 0,143, numa escala de zero a 1 (em que 1 representa o bem-estar máximo). Hoje, está em 0,561. "O próximo desafio do país deve ser investir na diversificação da economia para que não fique sempre à mercê das cotações internacionais do petróleo", afirma Jose Flavio Sombra Saraiva, docente do Departamento de Relações Internacionais da UnB.


 Fonte: Revista Nova Escola.

terça-feira, 12 de abril de 2011

FMI estima em 4,5% crescimento global da economia; Brasil está na média

Brasília – O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou ontem relatório com as projeções de crescimento econômico para os países desenvolvidos e em desenvolvimento em 2011 e 2012. De acordo com a estimativa, neste período, a expansão média anual deverá ser 4,5%. No caso do Brasil, o crescimento é estimado em 4,5%, em 2011, e 4,1%, em 2012. O alerta é para que os líderes mundiais se mantenham atentos às elevações dos preços das commodities e também do petróleo.

No entanto, o FMI adverte que, apesar de haver um cenário positivo para a recuperação econômica global, há ameaças causadas pela elevação do desemprego e dos riscos de sobreaquecimento, principalmente nos países em desenvolvimento e emergentes.

No caso do Brasil, o governo vem adotando medidas para ajustar a economia, equilibrar o câmbio, elevar as exportações e manter a inflação sob controle, como restrições ao crédito e cortes no Orçamento Geral da União, entre outras ações. Pela estimativa do Ministério da Fazenda, a economia brasileira deve ter um crescimento médio anual de 4,5% a 5% de 2011 a 2014.

"Dada a melhora nos mercados financeiros, a atividade de flutuação em muitas economias emergentes e em desenvolvimento, além do crescimento da confiança nas economias avançadas, as perspectivas econômicas para 2011 e 2012 são boas", informa o relatório do FMI.

Porém, o economista-chefe da instituição, Olivier Blanchard, alertou que os preços das commodities aumentaram “mais do que o esperado”. Segundo ele, essa elevação de preços, combinada com o forte crescimento da demanda e uma série de choques de oferta, pode atrapalhar o processo de recuperação econômica.

Pelos dados do relatório, o Produto Interno Bruto (PIB) nas economias avançadas, emergentes e em desenvolvimento deverá crescer em percentuais que variam de 2 ,5% e 6,5%. O relatório alerta sobre os elementos que podem impedir que os países atinjam as taxas de crescimento previstas, como o aumento dos preços dos alimentos e das commodities, além da elevação das tensões sociais e econômicas no Oriente Médio e no Norte da África.

Em decorrência dos conflitos e da instabilidade nos países muçulmanos, líderes políticos internacionais afirmaram que os preços do barril de petróleo dispararam e aumentaram os valores nas bombas de gasolina no mundo como um todo.

O relatório menciona também as consequências do terremoto seguido por tsunami, há um mês, no Japão, que deverá provocar um “impacto macroeconômico global”.

Renata Giraldi e Daniel Lima
Repórteres da Agência Brasil

terça-feira, 5 de abril de 2011

Salário mínimo deveria ser R$ 2.247,94, para brasileiro suprir as despesas básicas

O brasileiro precisaria de um salário mínimo no valor de R$ 2.247,94 em março, para conseguir arcar com suas despesas básicas, de acordo com dados divulgados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta terça-feira (5).

A entidade verificou que são necessárias 4,12 vezes o valor do salário mínimo para suprir as demandas do trabalhador. O cálculo foi feito com base no mínimo de R$ 545, em vigor.

Em fevereiro, o valor necessário para suprir as necessidades mínimas do trabalhador era de R$ 2.194,18, sendo 4,06 vezes maior ao salário mínimo, então vigente, de R$ 540.

O salário mínimo necessário é o que segue o preceito constitucional de atender às necessidades vitais do cidadão e de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, sendo reajustado periodicamente para preservar o poder de compra.

Cesta versus salário
No mês passado, o comprometimento da renda com os gastos da cesta básica alcançava, em média, 47,54% do salário mínimo, ante os 47,01% necessários em fevereiro. Confira o movimento do salário mínimo vigente e o necessário de março de 2010 ao mesmo mês deste ano:


MêsSalário vigenteSalário necessário
Março/10R$ 510R$ 2.159,65
Abril/10R$ 510R$ 2.257,52
Maio/10R$ 510R$ 2.157,88
Junho/10R$ 510R$ 2.092,36
Julho/10R$ 510R$ 2.011,03
Agosto/10R$ 510R$ 2.023,89
Setembro/10R$ 510R$ 2.047,58
Outubro/10R$ 510R$ 2.132,09
Novembro/10R$ 510R$ 2.222,99
Dezembro/10R$ 510R$ 2.227,53
Janeiro/11R$ 540R$ 2.194,76
Fevereiro/11R$ 540R$ 2.194,18
Março/11R$ 545R$ 2.247,94
Fonte: Dieese