Este blog é direcionado para os alunos da Escola Municipal Genildo Miranda no Sítio Lajedo em Mossoró-RN, para os alunos da Escola Estadual Rui Barbosa no município de Tibau-RN, para todos aqueles amantes da Educação Geográfica e também para os que se propõem a discussão de uma Educação contextualizada.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Turismo nas águas do Velho Chico

O ponto alto do passeio no Cânion do Xingó é a visita à Gruta do Talhado, que se completa com o banho nas águas esverdeadas do Rio São Francisco
FOTOS: FERNANDO BRITO
No coração do agreste nordestino, o Rio São Francisco oferece um banho de diversão para turistas em suas águas verdes e mornas
Num de seus muitos sucessos, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, diz que "o Rio São Francisco vai bater no mei´ do mar", referindo-se ao longo percurso do rio até desaguar no Atlântico. Pelas mãos do homem, o Velho Chico ganhou novos contornos. Permanece em seu caminho eterno, mas ganhou coadjuvantes em sua história entremeada com a vida no Nordeste brasileiro. Hoje, é o turista que vai bater no mei´ do agreste para inesquecíveis passeios nas águas calmas do rio.

A divisa dos Estados de Alagoas e Sergipe é o destino. Ali, a construção da barragem da Usina Hidrelétrica do Xingó deu origem a um reservatório com 65 quilômetros de extensão no meio do agreste nordestino. O Cânion do Xingó é o quinto maior do mundo e o maior em extensão navegável, com águas verdes e transparentes. A profundidade é de até 170 metros, enquanto a largura varia entre 50 e 300 metros.

A produção de energia elétrica era o único objetivo. Mas, eis que a nova geografia abriu caminhos de águas para o turismo. Navegar pelo Rio São Francisco deixou de ser apenas uma aventura. Virou puro lazer. E o turista não para mais de chegar.

O passeio começa na margem sergipana no Rio São Francisco. É do ancoradouro junto ao restaurante flutuante Karranca´s que partem os catamarãs Padre Cícero, Delmiro Gouveia e Rio do Cangaço ou a escuna Maria Bonita para a viagem pelo rio, num percurso com duração de três horas, sendo uma hora para banho. Quem preferir, segue em lanchas.

São oferecidos oito passeios diários de terça a domingo. A embarcação avança pelo cânion e o turista confere uma paisagem deslumbrante e sedutora. Chamam atenção, inicialmente, monumentos esculpidos pela natureza em formações rochosas, como a Pedra do Gavião, o Morro dos Macacos e a Pedra do Japonês.

O passeio continua e os navegantes cruzam com outras embarcações, como uma histórica e colorida canoa de tolda, e contemplam bem estruturados pontos de apoio às margens do rio. Ninhais de garças e ilhas fluviais completam o espetáculo.

Durante a navegação, com direito a trilha sonora que ressalta a beleza do rio, vem à mente a lembrança de que em algum momento da vida, o viajante, principalmente se for um nordestino, já ouviu falar do Velho Chico. Mas, só percorrendo suas águas para se dar conta de sua grandiosidade. Daí ser chamado, também, de Rio da Integração Nacional.

Tamanha beleza levou a Rede Globo a utilizar o cânion como cenário para muitas cenas da atual novela das seis da emissora, Cordel Encantado, que aborda a história do cangaço e o amor ardente entre nobres e plebeus às margens do São Francisco.

Gruta do Talhado
A embarcação desliza sobre as águas e alcança o Paraíso do Talhado, ponto mais estreito do cânion, onde despontam paredões areníticos avermelhados, permanentemente moldados pelo tempo e pela ação térmica. As rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da região, que ali viveram há mais de oito mil anos. É possível encontrar também marcas das andanças do bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, em tempos menos remotos. O navegante aprecia a pequena gruta que abriga uma imagem de São Francisco e desembarca junto à Gruta do Talhado. O nome não poderia ser outro. Afinal, as paredes de rochas parecem ter sido talhadas a mão.

Uma plataforma flutuante serve para a atracação dos cata-marãs, escuna ou lanchas junto à gruta. No espaço, o visitante encontra lanches e artesanato. As crianças se divertem na piscina natural e na escada molhada. É hora de mergulho e banho refrescante dos adultos nas águas mornas do rio.

Quem não sabe nadar pode recorrer às boias e espaguetes flutuantes fornecidos pelos marinheiros. O grupo de navegantes fica cerca de uma hora no local. No período, canoeiros aparecem, oferecendo o passeio de 10 minutos no interior da gruta. Lá dentro, as pedras do cânion ganham dimensão ainda maior.

Os contempladores destas belezas aproveitam para se sentar no atracadouro e apreciar os caprichos da natureza. Basta apenas um pouco de imaginação para encontrar formas diversas nos gigantescos paredões rochosos.

No retorno ao ponto de partida, o turista aprecia novos ângulos do Cânion do Xingó, onde 980 espécies da caatinga se misturam às formações rochosas. Depois do desembarque, é hora de se deliciar com a culinária típica à base de peixe. Vale experimentar a tilápia, preparada no capricho no Restaurante Karranca´s. Agregada ao espaço está ampla estrutura de lazer e diversão náutica, além de tirolesa. Uma estátua de São Francisco em tamanho natural saúda e abençoa quem chega.

O visitante aproveita a estada na região e visita a Usina do Xingó. O passeio começa com apresentação de vídeos sobre a obra e termina com um tour pelas barragens de desvio. Impressiona a grandeza da hidrelétrica, a terceira maior do Brasil, com seis turbinas. Outros pontos de visita na região são o Museu de Arqueologia, o Sítio Arqueológico Mundo Novo e a Grota do Angico, local onde morreu o cangaceiro Lampião.

PIRANHAS
Histórias pra contar, belezas pra encantar
A localização privilegiada, às margens do Rio São Francisco, faz da pequena Piranhas, a 298 quilômetros de Maceió, a porta de entrada alagoana para o turista chegar aos cânions do Velho Chico. Mas, o destino não é apenas uma passagem. Ali, a parada é obrigatória. Quem chega se encanta com as belezas da Lapinha do Sertão.

Após cruzar o pórtico de entrada, basta um passeio pra entender o título. Piranhas é a única cidade do semiárido nordestino tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, contando com casario dos séculos XVIII e XIX, com arquitetura em estilo colonial inglês e português. A visão geral é mesmo de uma lapinha tamanho gigante que se estende à bênção do Rio São Francisco. O turista viaja no tempo.

As edificações em cores vivas chamam atenção, como a Igreja Santo Antônio de Lisboa e a Igreja Nossa Senhora da Saúde. O Conservatório de Música Cacilda Damasceno Freitas, antiga Cadeia Pública, abriga a Filarmônica Mestre Elísio, uma das mais afinadas bandas de música do Nordeste brasileiro.

O passeio continua e o turista chega ao Museu do Sertão. Localizado no conjunto arquitetônico da Estação Ferroviária de Piranhas, o espaço apresenta rico acervo de objetos e fotos sobre o cotidiano sertanejo e a saga do cangaço no sertão dominado pela caatinga. Uma estátua de Bom Jesus dos Navegantes se sobressai na mostra. Junto ficam lojas, café, a Torre do Relógio, o Centro de Artesanato, Arte e Cultura e a Casa do Patrimônio.

Também é destaque na mesma área o museu de réplicas de embarcações do Rio São Francisco e o espaço de artesãos especializados na técnica do couro almofadado, com aproveitamento da tilápia do Nilo, peixe criado em cativeiro no São Francisco. Na parte mais alta da cidade fica o Mirante Secular, acessível por 365 degraus. Foi construído pelos ingleses em comemoração à passagem do século XIX para o século XX. Do alto se desfruta de vista privilegiada do Centro Histórico de Piranhas.

O cenário de história e beleza serviu de inspiração para o saudoso seresteiro Altemar Dutra, bem como virou locação para filmes famosos, como Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues, e Baile Perfumado, de Lírio Ferreira. Piranhas é mesmo um recanto de grandes histórias do País, como as ligadas ao cangaço.

A pequena e pacata cidade foi ponto de partida da famosa volante comandada pelo tenente João Bezerra, que emboscou e matou o Rei do Cangaço, Lampião, sua eterna companheira, Maria Bonita, e todo o bando na Grota de Angicos, em 1938. Todos os cangaceiros tiveram suas cabeças cortadas e exibidas na escadaria do antigo Palácio Provincial da cidade, onde hoje funciona a Prefeitura Municipal.

A cerca de três quilômetros de Piranhas, o visitante confere mais um atrativo histórico. No distrito de Entremontes fica a centenária e monumental Igreja de Nossa Senhora da Conceição e a casa que hospedou o Imperador Dom Pedro II, em 1859. O lugar também é famoso pelas peças artesanais produzidas em redendê, ponto de cruz e labirinto.

O passeio pela Lapinha do Sertão ganha em emoção com passeios ecológicos e aventureiros pelos morros que circulam o lugar e se completa com o mergulho nas expressões folclóricas, onde se destacam o reisado do Distrito do Piau, o pastoril, bandas de pífanos e os blocos de Carnaval, Borboletas e Trovadores.

Para celebrar a viagem, nada melhor do que saborear a variada culinária local, que inclui pratos à base de peixes e a tradicional feijoada de canoeiro e mais: pratos de inspiração sertaneja, como a carne de bode. Como sobremesa, vale provar o doce de coroa-de-frade, preparado a partir de um cacto nativo. (FB)

Saiba mais
LOCALIZAÇÃOPiranhas fica a 298 quilômetros de Maceió, com acesso pelas rodovias AL-101 Sul /AL-220 /BR-101 /AL-220 /AL- 225. A cidade situa-se a 12 quilômetros do Cânion do Xingó

PASSEIOSWS (www.wsturismo.com.br)
CVC Operadora (www.cvc.com.br)
Angico´s Tur (Alagoas) - 3686.1782)
Canistur (Alagoas) - 3686.3225)

ONDE FICAR:Em Piranhas-AL - Lírio do Vale (3686.3145), Pousada da Trilha (3686.1172), Maria Bonita (3686.1777), Pousada Lampião (3686.3335)

Em Canindé do São Francisco-SE - Xingó Parque Hotel (3346.1254)

Onde comer
Karranca´s - (82) 9984.1528

INFORMES TURÍSTICOS
www.piranhas.al.gov.br
www.mturxingo.com.br

CÓDIGO DDD: Alagoas (82), Sergipe (79)

FERNANDO BRITOREPÓRTER*
Viagem a convite da Revista Turismo & Negócios e da TAM

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Destino de surpresas

Belas paisagens, rica gastronomia e edificações históricas fazem de Sergipe um destino que é puro fascínio
FOTOS: R. TRINDADE/CÉSAR DE OLIVEIRA/EDSON ARAÚJO
Menor Estado brasileiro em área, Sergipe fica localizado na região Nordeste e se mostra imenso em paisagens fascinantes, convidando o turista para uma viagem repleta de descobertas surpreendentes.

Sergipe é um dos mais interessantes destinos do País, um pródigo na revelação de belos pontos turísticos. O Estado oferece aos visitantes paisagens deslumbrantes, monumentos históricos e uma explosão de cores e sons nas manifestações populares.

O litoral do Estado, com belas praias de grande faixa de areia e águas mornas, apresenta estuários e manguezais, formando um espetáculo natural e encantador. Impossível não deslumbrar-se com o cenário diante dos olhos.

Aracaju, a capital brasileira da qualidade de vida, seduz com sua jovialidade, beleza e tranquilidade. Sol, praias, manguezais, ruas, avenidas e praças arborizadas se harmonizam para atrair e surpreender os visitantes.

No interior, o turista encontrará muita história, preservada nas ruas e construções das cidades de Laranjeiras e São Cristóvão, a quarta cidade mais antiga do Brasil e candidata a Patrimônio da Humanidade.

Em Sergipe, o visitante também poderá ter contato com a interessante cultura do Agreste brasileiro ao conhecer o sertão do Estado e navegar pelo belo Cânion do Xingó, o quinto maior cânion navegável do mundo.

Descubra Sergipe e explore, em um só lugar, a história, a cultura e o ecoturismo.

Roteiro de descobertas

Nos pequenos detalhes se conhece a verdadeira essência das manifestações, das posturas...O turista conhece Sergipe assim

A viagem pelo menor dos Estados brasileiros começa por Aracaju. A capital sergipana é cheia de surpresas. A cidade é cercada por belezas naturais e reúne história, cultura, artes e uma culinária deliciosa. Basta olhar em volta para se encantar. A orla é uma das mais bonitas do País. Para completar, hotéis, restaurantes e opções de lazer em uma estrutura preparada para receber turistas de todas as partes do mundo.

O passeio pela cidade é regado a muita água de coco, caranguejo e banho de mar nas praias de Atalaia, Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro. A visão da orla de Aracaju ao pôr do sol e, ainda, da Igreja da Colina Santo Antônio são verdadeiros espetáculos, sem falar no Mirante de 13 de Julho, a Catedral Metropolitana, o Centro de Arte e Turismo, o Palácio Museu Olímpio Campos e a Ponte do Imperador.

No Centro de Aracaju, o turista encontra o Mercado Municipal, onde concentram-se restaurantes, manifestações artísticas e rico artesanato. Durante o mês de junho é no local que acontece o Forró Caju, tradicional festa de forró e paixão. Já na orlinha do Bairro Industrial, o encanto reside na beleza do rio Sergipe e na grandiosidade da ponte que liga Aracaju à Barra dos Coqueiros.

A diversidade das manifestações culturais do povo sergipano é, sem dúvida, uma das belas e grandes atrações que o Estado tem para mostrar a seus visitantes. Nos teatros e casas de shows é possível apreciar as apresentações de dança, música e peças dos grupos locais. Do erudito ao popular, a boa música, tanto instrumental quanto vocal, é executada seja pela magnífica Orquestra Sinfônica e pela Orquestra San-fônica, formada por sanfoneiros sergipanos.

Seresteiros, bandas e trios de forró animam a vida noturna de Aracaju. E no interior é possível admirar o improviso dos aboiadores e violeiros repentistas, contagiar-se com a alegria das bandas de pífanos, sensibilizar-se com a religiosidade popular das novenas e cantar o refrão no balanço do coco de roda.

As galerias de arte da capital apresentam exposições individuais e coletivas, mostrando o vigor das artes visuais no Estado. Colecionadores e amantes das artes plásticas encontrarão trabalhos de alta qualidade entre pinturas, esculturas e xilogravuras.

Os museus espalhados pelo Estado também oferecem acervos com variedade de obras. Uma sugestão interessante é visitar o Museu Histórico de São Cristóvão e apreciar o painel Peri e Ceci (óleo sobre tela) do pintor sergipano Horácio Hora.

Aracaju é o centro onde todas as peças de artesanato sergipano são comercializadas. São vários pontos de venda pela cidade. Entre as peças encontram-se verdadeiras preciosidades que representam a criatividade do artesão e a capacidade de inovar sem que sua obra perca características tipicamente sergipanas.

A cerâmica de Santana do São Francisco, a 125 quilômetros da capital, reúne comunidades de artesãos. Na cerâmica figurativa destacam-se Beto Pezão e Judite Santeira. Na cestaria, herança indígena e africana, são confeccionados, entre outros, caçoas, balaios, cestas, bolsas, chapéus e esteiras. Mas, é em bordados e rendas que o artesanato sergipano ostenta grande produção. A renda irlandesa tem destaque em Divina Pastora. As rendas de bilro são produzidas no sertão.

Costa sergipana

A viagem prossegue por Sergipe e o turista chega ao litoral Sul, formado por praias calmas, de areias brancas e águas mornas. As praias de Caueira, Abaís, Praia do Saco, Pontal, Terra Caída e Ilha da Sogra são verdadeiros paraísos, com matas virgens e dunas de até 20 metros de altura.

Mas, as praias do litoral Norte não podem ficar de fora do roteiro. Comece pelas praias da Atalaia Nova, vá até Pirambu e passe pela Reserva Biológica Santa Isabel, pelo Projeto Tamar e por Lagoa Redonda. Siga viagem para o Pantanal de Pacatuba e o Povoado Cabeço, na foz do São Francisco, onde o rio encontra o mar.

Prepare-se para uma aventura sem limites. O destino é o sertão sergipano, com parada no Parque Nacional da Serra de Itabaiana. Depois de uma trilha emocionante e cachoeiras refrescantes, a parada é no Parque dos Gaviões, reserva com mais de 300 espécies aos cuidados de José Percílio. A área é aberta para visitações.

A viagem prossegue e o turista alcança Canindé de São Francisco. Ali, conhecerá o Museu Arqueológico, a Grota do Angico e os Cânions do Xingó, paisagens deslumbrantes que devem ser acompanhadas de refrescante banho no rio São Francisco.


Cidades Históricas
Uma viagem no passado sergipano

Sergipe possui um rico patrimônio histórico-cultural. Duas cidades históricas se destacam por serem verdadeiros museus vivos a céu aberto: São Cristóvão e Laranjeiras, cada qual com suas peculiaridades. A primeira é a quarta cidade mais antiga do Brasil e antecedeu Aracaju como capital sergipana.

A segunda ainda preserva seus antigos casarões, frutos de uma época áurea na qual a cidade, no auge do ciclo canavieiro, foi chamada de Atenas Sergipana. Laranjeiras abrigava, em séculos passados, uma vida econômica e sociocultural pulsante, com gabinetes de leituras, clubes de teatros e jornais.

Conhecer as cidades históricas de Sergipe representa uma viagem ao passado de seu povo. Ainda hoje, nas suas ladeiras de pedras, nas informações de seus museus ou em uma breve conversa com moradores mais antigos, a memória histórica é preservada para futuras gerações. Além do patrimônio material, as duas cidades históricas também são conhecidas por possuírem grupos folclóricos de tradição secular, que continuam cantando e recontando as histórias do passado em constante diálogo com o presente.

São Cristóvão fica a 25 quilômetros de Aracaju. Foi fundada em 1590 e é considerada a quarta cidade mais antiga do Brasil. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), preserva um conjunto arquitetônico colonial que encanta pela harmonia e é um verdadeiro mergulho no passado. Contrastando com a cidade baixa, era no alto de suas colinas que se edificava a sede do poder civil e religioso.

A ampla Praça de São Francisco, cujo centro ostenta um belo cruzeiro, apresenta um agrupamento arquitetõnico bem conservado, formado pela Igreja e o Convento de São Francisco, do século XVII, que hoje abriga o Museu de Arte Sacra; a Casa de Misericórdia, construção barroca e primeiro hospital da Província de Sergipe, e o Museu Histórico, antigo Palácio Provincial, onde se hospedou o imperador Dom Pedro II ao visitar a cidade, em 1860.

Na Praça do Carmo, o visitante encontra a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construída pelos jesuítas no século XVIII. No logradouro ficam ainda a Igreja e o Convento do Carmo, que abriga o Museu dos Ex-votos. No convento, hoje residência de freiras beneditinas, uma das atrações são os biscoitos feitos pelas religiosas e disputados pelos turistas.

Laranjeiras fica a 20 quilômetros ao Norte de Aracaju e é, assim como São Cristóvão, reconhecida como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Surgiu com a ocupação do Vale do Cotinguiba, região marcada pelo grande número de engenhos e o plantio de cana-de-açúcar.

São muitos os locais dignos de visitação: a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Camandaroba, uma construção jesuíta do século XVIII, verdadeira obra-prima da arquitetura colonial, localiza-se a um quilômetro da sede. Já a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus - também do século XVIII - fica no centro urbano e foi construída para a aristocracia do açúcar. Possui um dos poucos órgãos de tubos existentes no Brasil.

Saiba mais

Localização
Aracaju, capital de Sergipe e principal porta de entrada do Estado , fica localizada a 1.183 quilômetros de Fortaleza

Como chegar
De carro - Acesso, a partir de Fortaleza, pela BR 116 ou CE 040, mais BR 304 e BR 101
De ônibus - A empresa Expresso
Guanabara (0800.7281992) liga Fortaleza a Aracaju
De avião - As principais companhias aéreas que operam no Aeroporto Internacional Pinto Martins ligam Fortaleza a Aracaju, mas não são disponibilizados voos diretos

Informes turísticos
www.turismosergipe.net
www.turismo.se.gov.br

Disque Turismo - (79) 3179.7553
Funcaju/Turismo Aracaju - (79) 3179.3682
Bureau de Informações Turísticas - (79) 3214.8848

Fonte: Caderno Turismo do Jornal Diário do Nordeste.

sábado, 7 de maio de 2011

Lazer e devoção de mãos dadas nos caminhos da fé

Adicionar legendaEm juazeiro do Norte, todos os caminhos conduzem à Colina do Horto, onde pontifica a estátua do Padre Cícero Romão Batista
FOTOS: DIVULGAÇÃO
A fé que move montanhas também motiva milhares de turistas em busca de lugares sagrados, festas religiosas, retiros espirituais, peregrinações, romarias. Anualmente, no Brasil, são realizadas 8,1 milhões de viagens domésticas com finalidade religiosa. Além disso, o País recebe, ao ano, 25 mil turistas estrangeiros movidos pela fé.

Segundo dados preliminares do mapeamento do turismo religioso, realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), existem, no Brasil, 344 municípios com oferta de turismo religioso. Desses, 177 possuem calendário anual de eventos religiosos. O levantamento identificou 96 produtos turísticos prontos para comercialização, de Norte a Sul do País.

"As festas religiosas são fortes expressões da cultura brasileira. O Brasil é o maior país católico do mundo. Essas características podem e devem ser usadas em nosso favor para atrair turistas de todos os cantos do planeta", ressalta a secretária nacional de Políticas de Turismo, Bel Mesquita. E, enfatiza: "O segmento é, sem dúvida, além de extremamente promissor, uma excelente estratégia de diversificação da oferta turística brasileira, como os eventos relacionados com a Semana Santa".

O turismo religioso caracteriza-se pelas atividades turísticas decorrentes da busca espiritual e da prática religiosa em espaços e eventos relacionados às religiões institucionalizadas. O segmento é - juntamente com o turismo cívico, étnico, místico e esotérico - um dos nichos do turismo cultural no Brasil.

Destinos da fé
O Brasil conta hoje com destinos já consolidados no segmento de turismo religioso. O Círio de Nazaré, em Belém (PA), por exemplo, reúne mais de 1,5 milhão de pessoas para homenagear Nossa Senhora de Nazaré. O evento é considerado uma das maiores festas religiosas do mundo.

Os devotos da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, movimentam a cidade de Aparecida (SP) durante todo o ano. A cidade é conhecida como a Capital das Romarias.

Já no Sul do País, Nova Trento (SC), a cidade de Madre Paulina - beatificada pelo Papa João Paulo II, em 1991 - atrai cerca de 20 mil peregrinos por mês. Além disso, as cidades barrocas mineiras e baianas, como Ouro Preto, Mariana, Congonhas do Campo e Salvador, também recebem turistas motivados pela fé e devoção.

Particularmente no Ceará, Juazeiro do Norte, na região do Cariri, recebe cerca de 2 milhões de devotos do Padre Cícero Romão Batista por ano. Canindé, no Sertão Central, recebe milhares de fieis para reverenciar São Francisco das Chagas. Em Quixadá, também no Sertão Central, devotos buscam a proteção da Nossa Senhora Rainha do Sertão.
Fonte: Diário do Nordeste (Caderno Turismo)

100 anos de Machu Picchu

Machu Picchu, também chamada "Cidade perdida dos Incas, é Património Mundial da Unesco e considerada uma das sete maravilhosas do mundo
FOTO: DIVULGAÇÃO
    

Um dos maiores patrimônios da humanidade comemora o centenário de seu descobrimento no próximo mês de julho
O empresário, espeleólogo e alpinista Silvio Martins, que tem uma larga experiência junto ao Programa Antártico Brasileiro, participando de várias missões em lugares remotos da Antártica, é também o pioneiro no Brasil a completar a famosa Trilha Inca com grupos de turistas brasileiros. Em 1984, Silvio enfrentou, pela primeira vez, as adversidades da natureza, quando alcançou a cidade peruana de Machu Picchu, a cerca de 2.400 metros de altitude.

Em 2011, serão comemorados os 100 anos deste patrimônio, descoberto pelo arqueólogo e professor de história Hiram Bingham. Foi durante uma expedição pelo vale do rio Urubamba, em 1911, e depois de vários dias de caminhada, que o explorador chegou à cidade, exatamente no dia 24 de julho.

Em homenagem ao descobrimento de Machu Picchu, Silvio Martins participará, como palestrante, do Ciclo Cultural Comemoração do Centenário de Machu Picchu para o Mundo, realizado pelo Consulado do Peru, em São Paulo. O evento acontecerá no Instituto Cervantes, nos dias 11, 12, 13 e 14 deste mês, abordando o Império Inca - os quatro cantos do mundo.

O Império Inca ou Tahuantinsuyo (que significa "os quatro cantos do mundo", na língua quechua) começou a florescer no vale onde foi fundada a cidade de Cusco (umbigo do mundo), ponto de partida de uma expansão militar que unificou toda a zona central dos Andes sob um mesmo domínio político e administrativo.

A fundação da cidade ou sua conquista, não se sabe ao certo, ocorreu em torno do ano 1100 da nossa era. No entanto, o período de maior expansão dos domínios incas aconteceu a partir do ano de 1438 até a chegada dos espanhóis quase um século depois, em 1532.

Em seu apogeu, uma população estimada em 12 milhões de pessoas se espalhava numa expansão territorial de 4.800 quilômetros no sentido Norte/Sul, da Colômbia ao Chile de hoje, e limitado a Leste pelas selvas amazônicas e a Oeste pelo Pacífico.

Na realidade, não existiu um povo inca propriamente dito. A palavra inca, que significa rei, príncipe real, somente designava o chefe supremo do império, pertencente à linhagem sagrada do Sol, portanto, segundo a lenda, seu descendente direto. O termo, no entanto, hoje em dia é utilizado para designar genericamente a nova civilização que despontou sob o reinado da dinastia dos Filhos do Sol e seus súditos.

Trilha Inca
Caminhar pela Trilha Inca até Machu Picchu é uma experiência única, um acréscimo considerável à história pessoal de cada um. Cada indivíduo, a seu jeito, vive as vicissitudes do caminho de forma peculiar, enfrenta seu desafio pessoal vencendo as distâncias e as subidas com maior ou menor esforço, mas todos vivenciam uma emoção até então desconhecida.

No meio das montanhas gigantescas há uma harmonia tão patente no cenário intocado, que é impossível não partilhá-la. O céu, as montanhas, os vales, os rios, as matas e as ruínas incas se sucedem na trilha, que serpenteia incansável e se impõem por sua beleza e grandiosidade, deixando uma marca nos corações que nenhuma foto consegue registrar: é preciso viver.

O Caminho Inca, que necessita de guias experientes, equipamento adequado e de um planejamento consciencioso (inclusive preservacionista) para ser vencido, tem uma extensão de aproximadamente 40 quilômetros, considerando-se o início da caminhada no km 82 da ferrovia Cusco-Machu Picchu.

Programação
O dia 11 deste mês será dedicado a Machu Picchu. A palestra de Silvio Martins sobre a Trilha Inca dará uma perspectiva vivencial do mundo inca na atualidade. Já a de Marcia Arcuri versará sobre o aspecto científico da cidade arqueológica. Também estão programadas as palestras do embaixador sobre o convênio entre o governo peruano e a Universidade de Yale e a de Júlio Vera sobre o mundo andino. O horário das palestras será das 18 às 20 horas.

No dia 12, haverá uma homenagem a José Maria Arguedas, um dos mais importantes escritores peruanos, com palestras de especialistas sobre sua obra. No dia 13, haverá uma projeção do documentário "Yawar Fiesta", de Luis Figueroa Yábar. Já no dia 14 ocorrerá a apresentação do filme Yawar Fiesta, inspirado em uma novela do mesmo nome de Arguedas.

FIQUE POR DENTRO

Um especialista no destino
Silvio Martins é professor, formado em Filosofia, Ciências e Letras, alpinista, explorador, espeleólogo e palestrante, com experiência em guiar pessoas comuns aos lugares mais inóspitos do Planeta Terra, com conhecimento, planejamento, organização e, principalmente, confiança e segurança em todas as fases de organização e execução de uma viagem. Nos últimos 25 anos, se especializou em alpinismo de alta montanha e participa, ativamente, do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), prestando apoio logístico em lugares inóspitos da Antártica para a realização da pesquisa científica brasileira.

Silvio é fundador e presidente da Climb Operadora de Turismo, desde 1985, e profundo conhecedor da história do Império Inca e da cidade de Machu Picchu.

MAIS INFORMAÇÕESCiclo Cultural Comemoração dos Centenários: Nascimento de José Maria Arguedas e de Machu PicchuData: 11, 12, 13 e 14 de maio/2011
Local: Instituto Cervantes - Avenida Paulista, 2439, São Paulo
Realização: Consulado do Peru - SP


Fonte: Dário do Nordeste (Caderno Turismo)