Este blog é direcionado para os alunos da Escola Municipal Genildo Miranda no Sítio Lajedo em Mossoró-RN, para os alunos da Escola Estadual Rui Barbosa no município de Tibau-RN, para todos aqueles amantes da Educação Geográfica e também para os que se propõem a discussão de uma Educação contextualizada.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O CONCEITO DE REGIÃO DENTRO DAS CONSEPÇÕES GEOGRÁFICAS

Dentro das discurssões  geográficas o conceito de Região sempre foi colocado em pauta, pois existem muitas controvérsias sobre este termo. Para que esta discurssão possa ter fundamento é preciso que estejamos por dentro dos diversos contextos e significações que o termo ao qual discutiremos tem historicamente dentro da política, da economia e da cultura como um todo.
A palavra Região deriva do latim regere, palavra composta pelo radical reg, que deu origem a outras palavras como: regente, regência, regra etc. No Império Romano, este termo era designado para indicar áreas que mesmo pertencentes a uma administração, estavam subordinadas as regras e a hegemonia de Roma, ou seja, estava sujeita a ordens superiores. Na linguagem cotidiana, ou seja, a do senso comum, a noção de região parece existir relacionada a dois princípios fundamentais: o de localização e o de extensão.
A região tem também um sentido bastante conhecido como unidade administrativa, sendo por meio da divisão regional de um espaço, que é exercido a hierarquia e um controle por parte do grupo administrativo do estado. Na Idade Media as divisões administrativas foram as primeiras formas de divisão territoriais presentes nos mapas da época. Na Geografia, o uso desta noção de Região é um pouco mais complexa, pois ao tentarmos fazer dela um conceito científico, herdamos as indefinições e a força de seu uso na linguagem comum e uma das alternativas encontradas pelos geógrafos foi a de adjetivar a noção de região para assim diferenciá – la de seu uso pelo senso comum.
Fruto de todas estas discurssões  nasce o conceito de Região Natural e Região Geográfica, posteriormente defendidas por pensadores e escolas com visões diferenciadas; criando assim denominações como: Determinismo e Possibilismo, como também de diversas correntes de pensamento que tentam dar um significado para o que se denomina de região.
a)                             Geografia Tradicional – fundamentada no Positivismo Clássico, apresenta empirismo exacerbado com forte carga naturalista; limitando - se a descrição dos fenômenos e não ao seu questionamento; defende a neutralidade do pensamento. Apresenta visão fragmentada do saber e discute a relação homem-natureza não considerando as relações sociais e as contradições que delas resultam.
b)                            Determinismo Geográfico (Escola Alemã) -  considera que o meio natural exerce ação dominadora sobre o homem, colocando-o como ser passivo perante a natureza, ou seja, o homem é um produto do meio em que vive. Justifica a expansão territorial  - teoria do espaço vital – Frederico Ratzel. A natureza influencia diretamente na riqueza ou no empobrecimento de uma sociedade.
c)                              Possibilismo (Escola Francesa)  - considera que o homem é um elemento ativo no meio natural podendo modifica-lo, adaptando-o as suas necessidades  - o homem modifica o meio. Desmascara o expansionismo alemão. Apresenta um tom mais liberal. O objetivo maior da geografia é o estudo regional – Vidal de La Blache. A superação da pobreza ocorre  a partir do contato com a civilização. Fundamenta-se no provérbio popular de que o meio ambiente propõe e o homem dispõe. A  região  natural não pode ser o quadro e o fundamento da geografia, pois o ambiente não é capaz de explicar tudo.
d)                            Geografia Crítica – critica a geografia tradicional e propõe uma geografia baseada nos ensinamentos marxistas e no método dialético. Surge  a partir dos anos 60. O centro da preocupação passa a ser as relações sociedade-trabalho-natureza na produção do espaço geográfico. Está centrada nas relações de trabalho, nas explicações econômicas, na denúncia das injustiças sociais e na politização do discurso geográfico em defesa da transformação da realidade  social. Não considera a dimensão subjetiva e afetiva das relações sociais, ou seja, as explicações mais plurais.

Hoje já está se falando em uma nova forma de ver os questionamentos geográficos, a partir de uma geografia mais voltada para a amenização e discurssão dos problemas que mais afligem a sociedade; tendo uma marca que a diferencia da Geografia Crítica; levando em conta as dimensões afetivas e subjetivas das relações sociais com o meio ambiente e como o próprio homem, instrumento importante nesta relação, chamada por alguns teóricos de Geografia Humanista.
Portanto, através deste breve relato pude perceber que a discurssões sobre região dentro da geografia não é uma coisa recente, isto já vem vêm sendo feito e aprofundado deste muito tempo atrás e que cabe a nós geógrafos, buscar discutir e compreender todas as discurssões e ensinamentos sobre a região, já que ela é o foco de estudo do pensamento geográfico. Enquanto não nos dispormos a fazer estas reflexões, estaremos deixando de lado todo o objetivo ao qual nos propomos ao entrar na academia para aprofundar ainda mais os nossos conhecimentos e concepções sobre as temáticas geográficas.          

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Royalties de petróleo rendem 30% menos em julho ao CE

A diminuição da arrecadação com a compensação financeira foi puxada pelas receitas pagas à Capital

O Ceará começou o segundo semestre do ano com um resultado menor na arrecadação de royalties de petróleo. Estas compensações financeiras renderam ao Estado e aos municípios cearenses um montante de R$ 2,8 milhões neste mês de julho, valor que é inferior em 30,5% ao registrado em igual mês de 2010. Uma significativa queda nos recursos destinados à Capital justificaram o resultado.

Neste mês de julho, Fortaleza recebeu apenas R$ 94,5 mil em royalties, ou seja, nada menos que R$ 1,23 milhão abaixo que o recebido no mesmo período do ano passado. Este é o menor valor repassado à Cidade neste ano com este tipo de compensação financeira.

Oscilação

A arrecadação da capital tem se comportado de forma bastante variável ao longo do 1º semestre de 2011, começando com R$ 100 mil e depois saltando para uma média de 1,5 milhão entre os meses de fevereiro e março, para após isso voltar ao patamar de R$ 100 a R$ 150 mil.

A queda observada em Fortaleza representou praticamente toda a redução registrada no mês na arrecadação cearense, que foi de R$ 1,27 milhão em relação a julho passado, quando o Ceará recebeu R$ 4,1 milhões.

O restante da conta negativa é completada por pequenos decréscimos entre os outros municípios beneficiários, tendo, inclusive, alguns deles registrado alta no mês.

Do total recebido pelo Ceará em julho, R$ 1,12 milhão foi destinado ao Estado e os outros R$ 1,77 milhão restantes foram para os municípios. O Estado teve, inclusive, uma pequena alta em relação a julho de 2010, de R$ 50 mil.

Maiores beneficiários

Neste mês, o município que obteve os maiores benefícios com royalties de petróleo foi Maracanaú, com R$ 644,6 mil. A cidade já acumula um volume de R$ 6,0 milhões ao longo destes sete meses do ano.

O restante dos beneficiários ficam bem distante do patamar de Maracanaú, ficando o segundo colocado com R$ 174,7 mil, que é o caso de Aracati.

Depósito judicial

Este, todavia, pode ser considerado o maior beneficiado do Ceará, se levados em consideração os recursos que chegam à sua administração municipal através de depósito judicial. No mês de julho, este depósito chegou a R$ 562,1 mil, contabilizando R$ 5,6 milhões só com estas transferências.

Os depósitos sob juízo a Aracati se explicam pelo fato de que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) nega que um ponto de entrega de derivados de petróleo na localidade, denominado "city gate", possa garantir os royalties.

Em relação a junho do ano passado, o comportamento da arrecadação de royalties em julho também foi de queda, com uma diminuição de 14,2%.

Acumulado do ano

Contudo, no acumulado de 2011, o saldo ainda é positivo: o incremento chega a 6,2% sobre igual período do ano passado. De janeiro a julho deste ano, foram R$ 24 milhões, sobre R$ 22,6 milhões no mesmo intervalo de tempo em 2010.

Entretanto, com a redução nos benefícios deste mês, a diferença dos ganhos destes sete primeiros meses sobre os do ano passado ficou bem menos expressiva. Se até junho, a arrecadação havia sido 14% superior, esse acréscimo agora é de somente 6,2%.

GASOLINA
Gabrielli nega ter falado em aumento no preço

Rio O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, negou ontem que esteja em estudo aumentar em breve o preço da gasolina. Ele disse não ter falado sobre isso em entrevista ontem. "Eu não disse isso. Acabei de ouvir no CD. Não disse isso na entrevista. O que eu disse foi o seguinte: ´Nós temos um estrangulamento físico na capacidade de crescer a produção de gasolina no Brasil. Nossas refinarias estão no limite da capacidade. Nós não temos como. A não ser que entrem novas unidades, não é possível produzir mais gasolina. Pode produzir outras coisas. Diesel, estamos produzindo mais. Mas não podemos produzir mais gasolina".

Em consequência, acrescentou Gabrielli, "se houver um aumento da demanda, como não vai faltar gasolina no Brasil, vai haver importação da gasolina".

"Aí foi perguntado se vai haver variação de preço. Eu disse: ´não´. Evidentemente, se em algum momento os preços internacionais ficarem estáveis, relativamente estáveis, porque nunca vão ficar totalmente estáveis, vamos precisar alterar os preços domésticos. Mas não disse que isso é agora, amanhã, daqui a dois anos, dois meses. Não disse nada disso".

Ele afirmou ainda que a Petrobras desde 2003 acompanha o preço internacional no longo prazo. "Vamos continuar acompanhando isso no longo prazo no mercado brasileiro. Não sei (em quanto tempo será preciso reajustar a gasolina). Depende da variação".

Saldo

2,8 Milhões de reais foram arrecadados pelo Estado e seus municípios neste mês, R$ 1,27 milhão a menos que julho de 2010




Fonte: Coluna Negócios do Jornal Diário do Nordeste.

terça-feira, 26 de julho de 2011

MMA financia iniciativa para recomposição florestal

Projeto Roça sem Queimar busca a preservação ambiental com a produção de alimentos e a geração de renda nos municípios paraenses de Medicilândia e Brasil Novo
O projeto Roça sem Queimar completa 11 anos levando alternativas sustentáveis ao uso do fogo nas propriedades dos municípios paraenses da região da BR Transamazônica. Com apoio do Ministério do Meio Ambiente, o projeto agora entra em uma nova fase: criar alternativas para a recomposição florestal, aliando preservação ambiental com a produção de alimentos e geração de renda.
O Subprograma Projetos Demonstrativos (PDA/MMA) está investindo R$ 427 mil no chamado Roça III, nos municípios de Medicilândia e Brasil Novo, maiores produtores de cacau do Pará. O projeto será desenvolvido pelos sindicatos de trabalhadores rurais dos dois municípios, em parceria com a Embrapa, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Universidade Federal do Estado do Pará e Emater.
Com base na dinâmica da floresta, o objetivo do Roça III é plantar na mesma área espécies agrícolas junto com castanheira, seringueira, açaizeiro, cacaueiro e laranjeira, aproveitando o potencial extrativista dessas espécies. "Dessa forma, criamos o ambiente propício para essas espécies, onde cada árvore tem seu papel, assim como na floresta", explica o técnico agrícola Francisco Monteiro, um dos idealizadores do projeto. "Sem o uso do fogo, protegemos o solo, e a vegetação da área do roçado vira adubo, o que serve como controle biológico, evitando pragas", completa.
O Roça III começou a ser colocado em prática no final de 2010, quando foram plantadas mais de 100 mil mudas de espécies florestais e agrícolas. Elas foram plantadas em um hectare de 60 fazendas selecionadas em Medicilândia e Brasil Novo. Com base em princípios agroecológicos, o Roça sem Queimar substituiu os usos de insumos químicos e do fogo na propriedade.
Além da redução do desmatamento, o projeto incentiva a recomposição do passivo ambiental e promove a regularização ambiental das propriedades da agricultura familiar. As famílias participantes do Roça sem Queimar recebem as mudas e, uma vez por mês, a visita de técnicos.
Inovação - O PDA financia iniciativas inovadoras que podem ser replicadas em outras localidades. No caso do Roça III, a ideia é disseminar a experiência nos municípios alvo da Operação Arco Verde, que busca alternativas sustentáveis para os 43 municípios onde foram registrados os maiores índices de desmatamento em 2008.
O resultado do projeto também será colocado em um manual de boas práticas. Duas mil cartilhas serão distribuídas para agricultores, entidades de ensino, pesquisa, extensão rural e de crédito. O Roça III termina no primeiro semestre de 2012.

Fonte: ASCOM (MMA).

MMA seleciona projetos na Mata Atlântica até 30 de julho

Está aberta Chamada Pública para seleção de projetos voltados à promoção das cadeias de produtos da sociobiodiversidade. Serão investidos R$ 640 mil em iniciativas de pesquisa e diretrizes para manejo sustentável do fruto da juçara, erva-mate e pinhão e de promoção da cadeia de valor do pinhão no centro-sul do estado do Paraná e região metropolitana de Curitiba.
Poderão participar organizações sem fins lucrativos com mais de 12 meses de existência legal. O edital está disponível no endereço www.mma.gov.br/pda e as propostas devem ser enviadas até o próximo dia 30 de julho.
Os temas que serão financiados inserem-se nas ações de implementação do Plano Nacional para Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB), coordenado conjuntamente pelos ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pela Conab.
A Chamada é conduzida pelo Subprograma Projetos Demonstrativos (PDA), do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

Ação pelo meio ambiente

Um dos destaques do fim de semana, para adolescentes do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, foi a plantação de mudas nativas, entre atividades em diversas áreas
FOTO: ANTÔNIO KENNEDY
Adolescentes participam de encontro, em Capuan, Distrito de Caucaia e participam de atividades ambientais

Caucaia. Jovens de 12 a 18 anos participaram de encontro promovido, neste último fim de semana, pelo Departamento de Educação do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV), Núcleo Fortaleza, Distrito de Capuan, neste Município. A programação constou de atividades de Educação Ambiental, com plantio de mudas nativas, palestras sobre sexualidade e primeiros socorros, gincanas e luau com dinâmicas de integração entre monitores e participantes.

O encontro teve início com uma reflexão sobre a importância da Educação Ambiental para a coletividade. Os participantes assumiram o compromisso com uma prática de relações mais sustentáveis para o planeta, plantando mudas de espécies nativas da região, no sítio onde funciona a sede da UDV .

A palestra sobre sexualidade foi proferida pelo médico ginecologista, Luis Carlos Weyne, também sexólogo. Após dinâmica para integração do grupo, os jovens refletiram sobre uma prática sexual responsável e saudável. Luis Carlos destacou a importância de aspectos básicos como o reconhecimento dos papéis sexuais na sociedade, bem como a necessidade de se conhecer os riscos provenientes da falta de maturidade para uma prática sexual sadia, consciente e segura.

Primeiros Socorros

O tenente coronel e médico do Corpo de Bombeiros, Benjamin Andrade, destacou em sua palestra sobre Noções Básicas de Primeiros Socorros, que não se pode falar em emergência sem pensar em prevenção. "Para se ter segurança, não basta ter boa vontade, é preciso ter cuidado", afirmou. Na ocasião, os jovens fizeram exercícios de simulação de emergência, utilizando um boneco como base para os procedimentos básicos.

Na noite de sábado, os jovens e monitores participaram de um luau em volta da fogueira, com jogos de interação e convivência fraterna. "O trabalho em equipe e a convivência com a diferença do outro são fundamentais para o desenvolvimento social e individual", ressaltou Marniele Brasil, uma das coordenadora do Departamento de Educação.

Também coordenadora do mesmo departamento, Vangler Ricca, avalia que os encontros deste porte são positivos no sentido que fortalecem a base das relações de amizade e companheirismo, fortalecendo as relações sociais e fraternas.

De acordo com o Mestre Representante da UDV - Núcleo Fortaleza, médico Tadeo Feijão, é importante estimular o convívio saudável entre os jovens. "Queremos que nossos jovens tenham práticas saudáveis de vida. Assim, estamos contribuindo para a nossa maior riqueza que é uma nova maneira de pensar o planeta", disse ele, complementando que, "a maneira como a gente se insere na vida é que vai determinar nossa relação com o grupo".

Para a estudante, Marina Rodrigues, "exercitar a convivência e o respeito em grupo são importantes para fortalecer as relações na sociedade e encaminhar os jovens nas decisões mais acertadas do futuro".

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vestibulando!

(UNITAU) Indique a alternativa incorreta relacionada com os organismos estatais encarregados de dirigir a política agrária brasileira:

a) SUDENE                                                               
b) SUDAM
c) IBGE
d) SUDECO
e) INCRA

(UNESP) Assinale a alternativa que apresenta uma característica da agricultura brasileira que provoca êxodo rural.

a) Com a modernização da agricultura, tem diminuído o número de volantes, principalmente nas áreas canavieiras.
b) A modernização da agricultura tem ampliado o número de empregos rurais.
c) Os parceiros, arrendatários e pequenos produtores são os mais beneficiados pelo capital empregado na aquisição de máquinas, adubos e corretivos.
d) A maioria da população rural não é proprietária da terra em que trabalha.
e) A modernização da agricultura brasileira tem provocado a melhor distribuição da terra agrícola.


(UNITAU) Indique a alternativa incorreta relacionada à questão agrária no Brasil:

a) A maior parte das terras agrícolas encontra-se em mãos de grandes proprietários.
b)Os grandes latifundiários mantêm a maior parte de suas terras sob índices de produtividade extremamente baixos.
c) A grande propriedade impede a multiplicação dos pequenos produtores e, portanto, a própria produção agropecuária do país.
d) O latifúndio absorve um mínimo de mão-de-obra.
e) Não há terras improdutivas no Brasil, já que os grandes latifúndios têm altíssimos índices de aproveitamento do solo.

As respostas referentes as questões postadas em 12/07/11 são respectivamente: A e B.

Como se calculou a idade da Terra?

A chave desse cálculo foi encontrada medindo a quantidade de urânio e de chumbo nas rochas mais antigas do planeta. "Essa foi uma conseqüência da descoberta da radioatividade", diz Marta Maria Sílvia Mantovani, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP. Ela se refere ao processo pelo qual alguns elementos químicos, chamados radioativos, se decompõem, produzindo outras substâncias. É o caso do urânio, que, ao sofrer radiação, se transforma em chumbo. Na natureza, uma rocha que contiver urânio, depois de certo tempo terá apenas a metade da quantidade desse elemento. Esse tempo é chamado de meia-vida. Conhecendo-se a meia-vida do urânio, pode-se então calcular a idade da rocha - e a da Terra: cerca de 4,56 bilhões de anos.

Matemática radioativa Conceito de meia-vida fornece a base do cálculo
 
1. A radiação faz os átomos de urânio perderem partículas, transformando-se em chumbo. Após certo tempo, chamado meia-vida, resta só metade do urânio
2. Conhecendo esse tempo de meia-vida e medindo a quantidade de urânio e de chumbo nas rochas mais antigas da Terra, calculou-se a idade do planeta

Fonte: Revista Mundo Estranho.

O que existe no centro da Terra?

Uma grande bola de metal! Mais especificamente, uma bola sólida de ferro e níquel. Pode parecer estranho que a quase 5 mil graus Celsius o centro da Terra não seja líquido. "É que a pressão prevalece sobre a temperatura, impedindo a agitação das moléculas", diz a geofísica Yara Marangoni, do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (USP).
Por causa do calor infernal e da pressão esmagadora, nenhuma sonda humana jamais atingiu o centro da Terra. A tentativa que chegou mais "próximo" ocorreu na década de 1970, quando pesquisadores russos abriram no país um buraco que atingiu 12 quilômetros de profundidade - uma ninharia perto dos milhares de quilômetros necessários para alcançar o núcleo.
Mas nem por isso, as previsões dos geólogos e geofísicos deixam de ser confiáveis. Para saber o que existe abaixo de nossos pés, eles se valem de cálculos e estudos sofisticados. Entre eles, a análise da composição de meteoritos, a relação entre a densidade da Terra e das rochas da sua superfície e experiências laboratoriais que simulam a propagação das ondas sísmicas. A existência de um poderoso campo magnético em volta e dentro da Terra reforça ainda mais as evidências de que há muito metal no centro do planeta.

Indo mundo abaixo Planeta é composto de quatro camadas

1. CROSTA
Entre 6 e 75 km de espessura
Composta de rochas como arenitos, granitos, basaltos e mármores. A crosta sob os oceanos é menos espessa que sob os continentes

2. MANTO
Abaixo da crosta e até 2 891 km de profundidade
Formada por rochas de consistência viscosa, tem temperatura de 600 ºC (abaixo da crosta) a 3 500 ºC (na divisa com o núcleo). As lavas de vulcões vêm daí

3. NÚCLEO EXTERNO
Entre 2 891 e 5 150 km de profundidade
Liga metálica de ferro e níquel mais um elemento leve, como enxofre ou potássio, na forma líquida. A temperatura varia entre 3 500 ºC e 4 600 ºC

4. NÚCLEO INTERNO
Entre 5 150 e 6 371 km de profundidade
Uma bola metálica sólida, formada por ferro e níquel. A temperatura atinge 4 900 ºC. O calor é tão alto que a radiação das moléculas emitiria luz

Fonte: Revista Mundo Estranho

Se todos os casais tivessem apenas um filho, em quanto tempo a raça humana se extinguiria?

Se isso realmente acontecesse, a raça humana sumiria daqui a 2 450 anos! A lógica dessa estimativa é que, se de um casal sai só um filho, a população diminui em 50% a cada geração. Quem nos ajudou a chegar a esse número foi o estatístico Francisco Louzada Neto, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que fez as seguintes contas para cravar os 2 450 anos:
• Passo 1: achar as variáveis da equação. Numa progressão geométrica (PG), precisamos do termo inicial, do final e da razão (a medida em que os termos aumentam ou diminuem). O termo inicial é a população mundial, cerca de 6,5 bilhões de pessoas. O termo final é 1, a última pessoa que vai sobrar. E a razão é 0,5, os 50% de redução a cada nova geração. Isso tudo considerando que, dos 6,5 bilhões de pessoas, 50% são homens e 50% são mulheres.
• Passo 2: calcular as gerações para que os 6,5 bilhões se reduzam a 1. O resultado é 33,6 - vamos arredondar para 34, afinal não existe "meia" geração de pessoas.
• Passo 3: transformar o número de gerações em anos. Para isso, foi considerada uma expectativa de vida de 70 anos para cada pessoa. Multiplicando por 34, chegamos a 2 380 anos.
• Passo 4: somar a vida da última geração. Aos 2 380 anos, somam-se mais 70 - os anos que o último habitante vai viver. Eis o resultado final: 2 450 anos. Como estamos em 2006, a extinção da humanidade seria no ano 4456.
É claro que isso é apenas um cálculo aproximado. "Há outras variáveis importantes que não foram consideradas na equação, como a quantidade de casais que efetivamente se casam, a fecundidade das pessoas e se todos são heterossexuais", diz Francisco Louzada.

Fonte: Revista Mundo Estranho.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mossoró terá a primeira "escola verde" do Nordeste

Painéis solares, área para reciclagem, teto solar, reaproveitamento de água da chuva . Essas são algumas - das muitas - características que compõe o projeto da primeira escola sustentável do nordeste e a segunda do país, a Escola Verde de Mossoró.

De acordo com as informações do secretário da cidadania, professor Francisco Carlos, trata-se de um projeto inovador, e que será desenvolvido na zona rural da cidade, mais precisamente onde hoje funciona a escola Genildo Miranda. "É um prédio que será dotado de toda infra-estrutura ecologicamente sustentável, e nada mais indicado do que fazer uma unidade desse porte num lugar onde o homem já tem esse contato direto com a natureza" , disse o secretário.

A "Escola Verde" de Mossoró, será a primeira da região nordeste e a segunda do Brasil. Em todo o país, existe apenas uma escola, o Colégio Estadual Erich Walter situada no Rio de Janeiro, e que foi desenvolvido por arquitetos de renome na região, como Maria José De Mello Gerolimich e Rafael Tavares de Albuquerque.

A escola foi escolhida para ser o Piloto da Primeira Escola Padrão Verde da América Latina, (UEC Unidade de Ensino Catavento) o primeiro de outros 40 possíveis projetos de escolas verde no país. A escola criada em formato de um catavento, como o próprio nome sugere, "cata" o vento e promove além de uma agradável sensação térmica interna, uma boa iluminação natural durante todo o dia. Os cartuchos das impressoras são feitos de cera e os cadernos são substituídos por pen-drives.

No projeto da escola do Rio de Janeiro, existe ainda, a instalação de bicicletários, vagas especiais para veículos de baixa emissão, aumento, manutenção e recuperação das áreas verdes originais encontradas no local, pavimentação permeável, telhado verde (com acesso à visitação), reaproveitamento das quadras existentes, reaproveitamento de 100% do material de entulho que seria gerado na obra, área para reciclagem, reaproveitamento de água de chuva, em vasos sanitários, lavagem do pátio e irrigação de áreas verdes; uso de revestimento com baixos índices de compostos orgânicos voláteis, forros acústicos, dentre outros.

Aqui em Mossoró, onde será a primeira escola verde da região nordeste, o teto será solar, e também haverá reaproveitamento da água, do vento, um local totalmente preparado para projetos ecologicamente corretos.

De acordo com o secretário Francisco Carlos, em no máximo três meses de deverá ser concluído o projeto para Mossoró. " Nós estamos muito felizes, e em um prazo máximo de três meses deveremos estar concluindo o projeto, para na sequencia podermos dar início ao processo de licitação", confirmou o secretário da cidadania, reforçando que a "Escola Verde" estará atendendo inicialmente aos estudantes da comunidade, sendo que posteriormente, deverá ser estendido para todos os estudantes de Mossoró, para realização de estudos ecológicos.

Fonte: Jornal Correio da Tarde.