Este blog é direcionado para os alunos da Escola Municipal Genildo Miranda no Sítio Lajedo em Mossoró-RN, para os alunos da Escola Estadual Rui Barbosa no município de Tibau-RN, para todos aqueles amantes da Educação Geográfica e também para os que se propõem a discussão de uma Educação contextualizada.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Operação leva cidadania e desenvolvimento sustentável para o Xingu

Governo federal inicia a partir do dia 18 de julho trabalho conjunto nos municípios do entorno da usina de Belo Monte. Objetivo é reduzir impactos socioambientais causados pela obra.

Para garantir o desenvolvimento sustentável nos 11 municípios do entorno da futura hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o Governo Federal inicia, a partir do dia 18 de julho, um trabalho conjunto    na região da usina com objetivo de reduzir os impactos socioambientais causados pela obra.
Chamada de Operação Cidadania Xingu, a ação é uma parceria de instituições federais, estaduais e municipais. Ao todo, serão aplicadas cerca de 120 medidas prioritárias, entre regularização ambiental e fundiária, saúde, educação, segurança pública e estradas vicinais e BR Transamazônica. O plano de ação para a região do Xingu, que conta com 336 mil habitantes, será traçado entre os dias 18 e 25 de julho.
Desenvolvimento regional
A Operação Cidadania Xingu faz parte de um pacote de ações do Governo Federal para o desenvolvimento dos municípios da região, junto com o comitê gestor do Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu (PDRS) e a criação da Casa do Governo Federal.
Com sede em Altamira, a Casa do Governo Federal será instalada em 28 de julho com o objetivo de estabelecer o diálogo permanente com as comunidades que serão atingidas por Belo Monte. O chefe da Casa será Aliomar Arapiraca. A ideia é acompanhar de perto as obras que os empreendedores são obrigados a fazer antes da construção da usina e a implementação das ações do PDRS.
Elaborado pelas três esferas do governo, universidade e organizações da sociedade civil, o Plano de Desenvolvimento do Xingu dá diretrizes aos órgãos públicos para implementação de políticas voltadas ao atendimento da população dos municípios que compõem a área de influência do empreendimento na região.
Esse pacote de ações fortalece o desenvolvimento do Xingu com ações estruturantes para garantir o bem-estar da população, com saúde, educação, emprego e produção sustentável.
Mutirão
No dia 3 de agosto começa o mutirão de atendimento à população dos municípios do entorno da usina. Serão ações imediatas nas áreas social, de regularização ambiental e fundiária e de fomento às atividades produtivas. As atividades começarão por Altamira, nos dias 3 e 4 de agosto. E até o final de outubro, cada um dos 11 municípios serão contemplados pelo mutirão.
A iniciativa segue uma estratégia semelhante à utilizada no Mutirão Arco Verde Terra Legal, do governo passado, nos municípios que mais desmataram na Amazônia.
Durante os dias de mutirão, a população rural e urbana poderá tirar documentos, como certidão de nascimento e CPF, entrar com pedido de regularização de suas propriedades, aprender técnicas sustentáveis de produção no campo, tudo de graça. Além disso, também será facilitada a abertura de contas e o crédito bancário, acesso aos benefícios previdenciários e serviços de saúde, vacinação, educação.
Cursos, palestras oficinas, exposições e feiras de artesanato e agricultura familiar também estão previstos no mutirão. Os atendimentos serão realizados em ginásios e escolas dos municípios.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vestibulando!

(FUVEST-SP)"A soja ocupou os espaços remanescentes da economia e do território regional e avançou sobre áreas de pecuária extensiva com base no arrendamento de terras e sobre a agricultura colonial, deslocando produtos destinados ao auto-abastecimento regional e pressionando a saída de trabalhadores, de produtores sem terra e de pequenos proprietários.
A ocupação de áreas que haviam ficado à margem do complexo agroindustrial da soja permitiu reter, na região, a pequena produção desarticulada com a expansão de cultivos modernos ou desalojada com a construção de barragens para a produção de energia hidrelétrica. Por outro lado, a expansão do sistema de integração de pequenos produtores à indústria viabilizou, através do desenvolvimento de atividades compatíveis com reduzidas extensões de terra - avicultura e suinocultura confinadas e cultivo do tabaco para a produção de fumo -, a permanência de pequenos produtores cujos estabelecimentos não apresentavam escala adequada à implantação da lavoura mecanizada de grãos".
Este texto refere-se à agricultura:

a) da Região Sul.
b) da Região Centro-Oeste.
c) do Estado de São Paulo.
d) da Região Nordeste.
e) do Estado de Mato Grosso.



(UNESP) O complexo agroindustrial se configura no Brasil a partir da segunda metade deste século. Sobre este processo, pode-se afirmar:

a) deu-se de forma desordenada, devido ao choque de interesses entre o governo e os produtores agrícolas, apesar de beneficiar toda a sociedade brasileira.
b) traduziu-se na passagem da agricultura tradicional para a agricultura moderna dirigida para mercados específicos, o que significou, entre outras coisas, incorporação de tecnologia sofisticada para o processo de produção agropecuário.
c) em 1980, 75% dos estabelecimentos rurais brasileiros estavam entre os caracterizados como de agricultura moderna.
d) em 1980, 25% da produção agropecuária brasileira eram oriundos de 75% dos estabelecimentos rurais, caracterizados como de agricultura moderna.
e) a passagem da agricultura tradicional para a agricultura moderna se constituiu num processo dinâmico que incorporou novas tecnologias, porém sem qualquer articulação com o desenvolvimento urbano.

Feira dos Inhamuns reúne expositores

Rayane Gonçalves e Felippi Almeida Lima foram os escolhidos Garota e Garoto Feneri 2011
SILVANIA CLAUDINO
A XI Feira de Negócios da Região dos Inhamuns foi a maior de todas as edições, se consolidando na região.

Tauá. Realizada no último fim de semana, neste Município, a XI Feira de Negócios da Região dos Inhamuns (Feneri) foi a maior de todas as edições, se consolidando como um marco propulsor de toda a região, segundo os organizadores. De acordo com o Sebrae, o evento deve ter movimentado cerca de R$ 80 mil. O Parque da Cidade serviu de palco para a feira, composta este ano por 73 expositores, além de programação voltada para o desenvolvimento de produtos da região, como roupas, calçados, artesanato, culinária, arte e cultura.

"A Feneri foi um sucesso e isso mostra que os setores da agricultura familiar, comércio e indústria são o nosso foco e hoje uma coluna de sustentação para o desenvolvimento do Município, visando a geração de ocupação e renda", diz Ana Ricarte, da Agência de Desenvolvimento do Município. De acordo com ela, o próximo desafio é alcançar a meta de 100 expositores na próxima Feneri, feito que considera possível, devido à procura antecipada que já aconteceu durante o evento deste ano.

Sucesso
"Devido ao grande sucesso, muitos já reservaram seu lugar para o próximo ano, fato que nos deixa bastante motivados". A feira foi realizada pelo Sebrae em parceria com a Prefeitura Municipal, Banco do Nordeste, Câmara de Diretores Lojistas e Associação Comercial.

No dia 8, ocorreu o desfile dos concorrentes a XI edição da Garota e Garoto Feneri 2011. A noite foi das mais animadas. Os vencedores Rayane Gonçalves, de 17 anos, estudante do Colégio Antônio Araripe, e Felippi Almeida Lima, de 18 anos, estudante do Liceu Lili Feitosa, foram consagrados vencedores e receberam faixas e prêmios oferecidos pelos expositores.

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.

Rio+20 vai debater meio ambiente

Ambientalistas vão debater sobre políticas de preservação dos principais ecossistemas brasileiros
THIAGO GASPAR
Um novo paradigma de desenvolvimento econômico deve nortear as discussões dos ambientalistas.

Brasília. Vinte anos depois da Rio 92, ambientalistas do mundo inteiro vão voltar ao Brasil para um novo encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre meio ambiente, a Rio+20, entre 28 de maio e 6 junho de 2012. Mas, desta vez, as discussões devem ir além das questões ambientais, na avaliação do diretor executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, que participou do encontro há 20 anos e vai estar na reunião do Rio em 2012.

"Diferentemente da Rio 92, a conferência deixa de ser reunião ambiental para discutir um novo paradigma de desenvolvimento econômico", avaliou.

Mais que um balanço da implementação de compromissos estabelecidos na conferência de 1992 - como a Agenda 21 e a criação das convenções-quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas e Biodiversidade - a Rio+20 vai tentar avançar na proposta de uma economia verde, que concilie crescimento econômico com baixas emissões de carbono.

"Essa discussão de integrar meio ambiente e desenvolvimento já é atrasada, todo mundo sabe o que é preciso fazer. A questão é como definir essa estratégia de desenvolvimento que tenha uma economia de baixo carbono, com justiça, com governança e com sustentabilidade", disse.

A Rio+20 também poderá ser uma oportunidade para tentar avançar em discussões travadas em outros fóruns, mesmo que em negociações informais. A construção de um novo acordo internacional sobre redução de emissões de gases de efeito estufa, por exemplo, não tem avançado nas últimas conferências sobre mudanças climáticas, e a ONU ainda está longe do consenso sobre um novo mecanismo para suceder o Protocolo de Quioto. Para Furtado, durante a Rio+20, os negociadores internacionais poderão criar as bases de novo acordo, mesmo que a formalização fique para a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas.

"Pelo fato de não ser o foro oficial, pode haver um diálogo maior em que a sociedade, empresas e grupos acadêmicos também estejam envolvidos", disse Furtado.

Outra novidade da Rio +20 será das redes sociais, que poderão ampliar os limites da conferência para muito além do Rio e permitir que cidadãos do mundo inteiro acompanhem os debates e cobrem ações concretas de seus representantes.

Fonte: Coluna Nacional do Jornal Diário do Nordeste.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Inscrições abertas para o Desafio National Geographic 2011 - Viagem do Conhecimento

Por Olavo Guerra

A partir desta segunda-feira (6), professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas públicas e particulares de todo o Brasil podem cadastrar seus colégios na edição 2011 do Desafio National Geographic - Viagem do Conhecimento.
A maior olimpíada de geografia do país é realizada pela Editora Abril e pela revista National Geographic Brasil com patrocínio da Petrobras. Podem participar estudantes do oitavo e nono anos (sétima e oitava série) do Ensino Fundamental e do primeiro ano do Ensino Médio.
Esta é a quarta edição do Desafio, que terá três fases: uma local (realizada nas próprias escolas), outra regional (que será feita em cerca de 200 escolas-sedes em todo país) e uma fase final que acontecerá em novembro, disputada em uma cidade a ser indicada pela organização do concurso.
Os 20 alunos finalistas premiados, acompanhados dos pais e professores, participarão das provas finais e também conhecerão a equipe da revista National Geographic Brasil e as atrações turísticas do local, com despesas de transporte, hospedagem e alimentação pagas pelo evento.
As inscrições são gratuitas e serão encerradas no dia 29 de julho. A primeira prova será realizada dia 10 de agosto nas próprias escolas cadastradas.
Entre no site da Viagem do Conhecimento para consultar o calendário e regulamento, fazer a inscrição das escolas, conhecer as edições anteriores e obter mais informações sobre o Desafio.

População mundial: já somos 7 bilhões

Estados Unidos
Um grupo de recém-nascidos em 1º de setembro de 2010 descansa no Hospital Winnie Palmer, em Orlando, a segunda maternidade mais movimentada do país.

A população mundial pode chegar à marca dos 9 bilhões até 2045. O planeta vai conseguir sustentar tanta gente?

Certo dia no outono de 1677 na cidade holandesa de Delft, Antoni van Leeuwenhoek, um mercador de tecidos que se supõe ter servido de modelo para dois quadros de Johannes Vermeer - O Astrônomo e O Geógrafo -, saiu da cama, interrompendo de repente o que estava fazendo com sua mulher, e correu para a mesa de trabalho. Os tecidos permitiam a Leeuwenhoek ganhar a vida, mas o que o fascinava mesmo era a microscopia.
Leeuwenhoek possuía uma lupa minúscula e poderosa, feita por ele mesmo. Na Real Sociedade de Londres, sábios ainda estavam tentando comprovar a alegação anterior de Leeuwenhoek, segundo o qual havia milhões de "animálculos" invisíveis em uma única gota d’água de um lago e até mesmo no vinho francês. Agora ele tinha algo mais constrangedor a relatar: o sêmen humano também estava repleto daqueles animálculos. "Às vezes mais de um milhar", escreveu, "em uma quantidade pequena de material como um grão de areia." O holandês observou seus próprios animálculos nadando de um lado para outro, impulsionados por sua longa cauda.

Depois disso, Leeuwenhoek ficou obcecado. Embora a lupa lhe proporcionasse acesso privilegiado a um universo infinitesimal jamais visto, ele dedicou um tempo descomunal a examinar os animálculos hoje conhecidos como espermatozoides. E, curiosamente, foi o líquido seminal que extraiu de um bacalhau que o inspirou, quase por acaso, a tentar calcular a quantidade máxima de pessoas que poderiam viver na Terra.

Ninguém na época tinha a menor ideia, pois os censos eram raros. Leeuwenhoek, então, partiu da estimativa de que cerca de 1 milhão de pessoas viviam na Holanda. Recorrendo a mapas e noções de geometria esférica, ele calculou que a área terrestre habitada do planeta era 13 385 vezes maior que a da Holanda. Era difícil imaginar o planeta todo mais densamente povoado que o próprio país, que na época já parecia bastante apinhado. Portanto, sua conclusão triunfante foi a de que a Terra não poderia abrigar mais que 13 385 bilhões de pessoas - número até que pequeno se comparado às 150 bilhões de células espermáticas presentes em um único bacalhau! Esses cálculos singelos e otimistas, segundo o biólogo Joel Cohen, no livro How Many People Can the Earth Support? ("Quantas pessoas a Terra pode sustentar?", não lançado no Brasil), foram a primeira tentativa de se dar uma resposta quantitativa a uma questão que se tornou hoje bem mais urgente do que era no século 17. No entanto, a maioria das respostas atuais está longe de ser otimista.

De acordo com as estimativas mais recentes dos historiadores, na época de Leeuwenhoek havia apenas cerca de meio bilhão de seres humanos no mundo. Após crescer bem devagar durante milênios, esse número estava começando a ganhar impulso. Um século e meio depois, quando outro cientista comunicou a descoberta dos óvulos humanos, a população mundial tinha dobrado e ultrapassado a marca de 1 bilhão. Um século depois disso, por volta de 1930, ela havia dobrado mais uma vez, agora para 2 bilhões. Desde então a aceleração do crescimento demográfico foi assombrosa. Antes do século 20, nenhum ser humano tinha vivido o suficiente para testemunhar uma duplicação da população mundial, mas hoje há pessoas que a viram triplicar. Em algum momento no fim de 2011, segundo a Divisão de População das Nações Unidas, seremos 7 bilhões de pessoas.

Embora seu ritmo esteja diminuindo, essa explosão demográfica está longe de terminar. As pessoas passaram a viver mais tempo e há tantas mulheres ao redor do mundo em idade de procriar - 1,8 bilhão - que a população global ainda vai continuar crescendo pelo menos durante algumas décadas, mesmo que cada mulher tenha menos filhos que na geração anterior. Até 2050, o total de seres humanos no planeta pode chegar a 10,5 bilhões ou então se estabilizar por volta dos 8 bilhões - a diferença é de cerca de um filho para cada mulher. Os demógrafos da ONU consideram mais provável a estimativa média: eles estão projetando uma população mundial de 9 bilhões antes de 2050 - em 2045. O resultado final dependerá das escolhas feitas pelo casal quando realizar o mais íntimo dos atos humanos - aquele que, em prol da ciência, Leeuwenhoek interrompeu com tanto descaso.


Com a população mundial a aumentar ao ritmo de cerca de 80 milhões de pessoas por ano, é difícil não ficar alarmado. Em toda a Terra, os lençóis freáticos estão cedendo, os solos ficando cada vez mais erodidos, as geleiras derretendo e os estoques de pescado prestes a ser esgotados. Quase 1 bilhão de pessoas passam fome todo o dia. Daqui a algumas décadas, haverá mais 2 bilhões de bocas a ser alimentadas, a maioria em países pobres. E bilhões de outras pessoas lutarão para sair da miséria. Se seguirem pelo caminho percorrido pelas nações desenvolvidas - desmatando florestas, queimando carvão e petróleo, usando fertilizantes e pesticidas com abundância -, vai ser enorme o impacto sobre os recursos naturais do planeta. Como podemos conciliar tudo isso?

Por: Robert Kunzig (Revista National Geographic Brasil).

Qual é a diferença entre Reino Unido e Grã-Bretanha?

INGLATERRA

É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja a seguir). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou um dos maiores da história, com uma extensão territorial equivalente a um quarto do planeta!

GRÃ-BRETANHA

É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. Com quase 230 mil km2 de área, ela tem perto de 1000 km de comprimento de norte a sul e pouco menos de 500 km de leste a oeste. O termo "Grã-Bretanha" muitas vezes é usado como sinônimo de "Reino Unido" - o que não é inteiramente correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha.
BRETANHA

O nome deriva da grande ilha onde fica a Inglaterra, mas, quando alguém menciona apenas "Bretanha", está se referindo não a um território inglês, mas a uma região na França. A província da Bretanha é a maior área costeira francesa e tem como capital a cidade de Rennes. Por volta do século 6, essa região foi invadida por habitantes da atual Grã-Bretanha, os bretões, dando origem ao nome em comum.

REINO UNIDO

É um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II e o de governo um primeiro-ministro, eleito por um Parlamento central, em Londres. Nas grandes questões de governo, como política econômica, quem manda é esse Parlamento. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também têm assembléias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões mais locais, como saúde.

ILHAS BRITÂNICAS

É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda - onde ficam dois países, a Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e a República da Irlanda, também chamada de Eire (um Estado independente). Além das duas "grandalhonas", fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).

Fonte: Revista Mundo Estranho.

Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram?

Na verdade, nossos antepassados já conheciam as horas do dia muito antes de o relógio ser inventado. O relógio mecânico é uma invenção do século 14, enquanto que a divisão do dia em 24 horas surgiu por volta de 5000 a.C., na Babilônia. O ponto-chave desse sistema numérico foi a definição do meio-dia. Observando o movimento da sombra provocada pelo Sol, os babilônios descobriram que havia um momento em que a estrela ficava a pino no céu, sem projetar sombras para os lados. Esse momento ficou conhecido como meio-dia. Os babilônios então dividiram o restante da trajetória da sombra em 12 partes: seis antes do meio-dia (manhã) e seis depois (tarde). Estava criada a divisão do dia em 24 partes (horas) - a outra metade, claro, era a noite. Para fazer essa marcação da trajetória da sombra, os babilônios criaram o relógio de sol. Pontualidade histórica Humanidade já usou de estrelas a cera derretida para contar os minutos Instrumento - Relógio de Sol Onde era usado - Babilônia Quando - 5000 a.C. O primeiro relógio da humanidade tinha uma haste que projetava a sombra do sol numa marcação dividida em 12 partes. O "12" foi escolhido por ser um submúltiplo de 60, que era a base do sistema matemático babilônico Instrumento - Relógio mecânico Onde era usado - Europa Quando - Século 14 Apesar de ter surgido no século 14, o relógio mecânico só se popularizou no século 18. Os primeiros modelos eram movidos por engrenagens conectadas a pequenos pesos, que não eram lá muito precisos Instrumento - Relógio de vela Onde era usado - Europa Quando - Século 9 O primeiro registro é do século 9, mas esse "relógio" era tão simples que muitos historiadores acreditam que ele tenha sido inventado séculos antes. Ele era uma vela graduada que, à medida que queimava, mostrava quantas horas tinham se passado Instrumento - Clepsidra Onde era usado - Egito Quando - 3500 a.C. O primeiro relógio "noturno" de que se tem prova é a clepsidra. Para saber as horas à noite, os egípcios criaram um mecanismo em que um recipiente d’água se esvaziava numa vazão controlada, movimentando um mostrador de horas Instrumento - Astrolábio Onde era usado - Grécia Quando - Séc. 2 a.C. O astrolábio foi uma invenção grega que acabou se perdendo na história, só sendo "reinventado" no século 14. Com um conjunto de discos móveis, era possível determinar a posição das estrelas num determinado momento da noite e, assim, verificar que horas eramFaça Você Mesmo Tempo solar Quer construir um relógio de Sol? Veja como é fácil 1. Coloque no centro de uma superfície plana — banhada pelo sol o dia todo — uma haste de uns 20 cm. Para melhorar a visibilidade, incline um pouco a haste, na direção da sombra projetada 2. Acompanhe o movimento da sombra, que diminuirá em direção à haste até o meio-dia. Quando a sombra começar a crescer de novo, faça uma marca na superfície nessa posição. Esse é o meio-dia 3. Na superfície, faça um semicírculo cujo centro seja a haste e sua marcação do meio-dia. Divida esse semicírculo em 12 partes, seis antes do ponto central (manhã) e seis depois (tarde).

Fonte: Revista Mundo Estranho.

60ª EXPOCRATO: Abertura acontece em dia de grande festejo

A exposição contou com grande participação popular e por todo o dia houve manifestação de vaqueiros, produtores e criadores. A abertura teve um atraso de duas horas
FOTO: ANTÔNIO VICELMO
Exposição é uma vitrine da cultura e do potencial econômico da região do Cariri, com destaque às tradições

Crato Com uma estimativa de 60 milhões de reais em negócios, a entrada de 18 mil animais, sendo 10 mil aves, 400 barracas instaladas e a presença de mais 500 mil pessoas nos oito dias de festa, foi aberta ontem a Expocrato, maior acontecimento social e agropecuário do Ceará. A festa começou com duas horas de atraso e por alguns minutos chegou a faltar energia elétrica. No entanto, o governador em exercício, Domingos Filho, fez o elogio à iniciativa.

A Exposição é a vitrine das potencialidades do Cariri, o caldeirão da arte e do folclore regional. No comércio, o incremento de vendas, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas, gira em torno de 30 por cento. Durante o evento serão realizadas palestras, seminários, oficinas concursos leiteiros e exposições, como a IV Exposição Internacional Pan-americana de Cães (Expocães) com a presença de juízes internacionais.

"Este ano, a qualidade do rebanho é melhor do que as anteriores", comemora o criador de Nelore, Fábio Cardoso, destacando a participação de animais de alta linhagem de outros Estados. Um garrote Nelore está sendo vendido, em média, por R$ 6.000,00. Um touro pode custar até R$ 30.000,00. Ao apresentar estas estimativas de preços, Fábio esclarece que as matrizes, isto é, as fêmeas, têm mais valor. Uma boa reprodutora Nelore está sendo vendida a R$ 40.000,00.

A Expocrato é o grande palco das artes do Cariri, onde é apresentada a criatividade da Nação Cariri com seus valores estéticos, beleza, equilíbrio, harmonia, revolta que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. A Associação Redes da Várzea trouxe de Várzea Alegre mais de 100 redes, confeccionados por mulheres habilidosas. A vice-presidente da associação, Valdelúcia Bezerra Costa, espera vender mais do que o registrado no ano passado.

Este ano, a Expocrato foi aberta com um show do programa Rapadura Cultural, no engenho "Cratinho de Açúcar", um espaço romântico, onde são vendidos, alfenim, mel, rapadura e garapa, sob a coordenação da Associação do Sitio Coité, do Município de Barbalha, que tem como presidente o agricultor Antonio José Bernardo, conhecido por "Novo". A Associação pretende apurar, segundo Novo, mais de R$ 50.000,00, nos oito dias de moagem.

No setor cultural, uma das atrações é a Exposição Itinerante Luiz Gonzaga, na Terra da Luz, no âmbito das comemorações do Centenário do Rei do Baião que transcorre no dia 13 de dezembro de 2012. Para o curador da Mostra, Reginaldo Silva, Gonzagão tem uma forte ligação com a Exposição Agropecuária do Crato. Ele faz parte da trilogia do jumento formada por Gonzaga, Patativa e Padre Vieira, que sempre estiveram presentes no evento desde o seu início.

Perfil

O evento muda de uma hora para outra o perfil da cidade. Dentro do parque, gado e vaqueiros se misturam com modernas tecnologias. O cheiro do acarajé se encontra com o aroma do mel quente do engenho de rapadura. O caldo de mocotó divide a preferência com sabores dos restaurantes sofisticados. Políticos, empresários, intelectuais, gente do povo, tipos populares, se cruzam nas alamedas do parque que se transforma num espaço democrático de uma população que ainda vive o processo de transição entre o campo e a cidade. Fora do parque, a cidade muda de cara. Ruas pintadas e abarrotadas de carros. Centenas de visitantes se espalham entre restaurantes e clubes serranos à espera dos shows que acontecem durante a noite. Para hoje, estão programadas apresentações de Leo Magalhães, Amigos Sertanejos, Geraldinho Lins e Ítalo e Reno.

Hotéis, pousadas e casas de família estão lotadas. De um canto a outro da cidade só se fala em Exposição. Os congestionamentos de veículos ocorreram mesmo antes da abertura da festa, num sinal, segundo os organizadores, alertando de que há necessidade de um novo parque. O presidente do Grupo Gestor da Expocrato, Francisco Leitão, reclama da falta de espaço dentro do parque. "Os 400 pontos destinados a barracas e estandes não deram para quem quis. Faltou espaço para atender a demanda", diz.

Fique por dentro  
Sucesso a cada ano

A Exprocrato é a principal feira agropecuária do Norte/ Nordeste e uma das maiores do Brasil, revelando-se um evento que cresce a cada ano. Para 2011, a estimativa é de uma movimentação recorde no comércio de animais, além de impactar no setor de serviços, estimando-se num crescimento em torno de 30%. O sucesso é explicado pela organização do evento, como resultado de parcerias entre o Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), do Instituto Agropolos, Associação dos Criadores do Crato (ACC), Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bio-Região do Araripe (ACCOA) e Ematerce. Como todos os anos, a iniciativa conta com uma feira agropecuária, inúmeros leilões e muitos shows e espetáculos para alegrar a todos os visitantes.

MAIS INFORMAÇÕES

Grupo Gestor da Expocrato
Parque de Exposições Pedro Felício
Centro - Crato (CE)
Telefone: (88) 3523.2120

ANTÔNIO VICELMORepórter

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.

Cavalgada reúne multidão em Iracema

Subindo a Serra dos Bastiões, o cortejo homenageou Nossa Senhora do Carmo, lembrou a história de luta do quilombo que marcou a região e tem resgatado a tradição nordestina
Em sua quarta edição, a Cavalgada a Nossa Senhora do Carmo, em Iracema, reúne os amantes da pecuária

Iracema Uma multidão de cavaleiros, vaqueiros e amazonas fez-se tropa numa cavalgada que só existe há quatro anos mas acontece com jeito de tradição. Rumo à igrejinha no alto da Serra de Bastiões, centenas de tropeiros montaram em seus cavalos e percorreram vários quilômetros ladeira acima na IV Cavalgada a Nossa Senhora do Carmo, realizada ontem no Município de Iracema. A região que já é berço da pecuária leiteira no Vale do Jaguaribe tem crescido rapidamente no número de adeptos da montaria como meio de transporte e de vida.

A Cavalgada a Nossa Senhora do Carmo, em Iracema, é movimento novo, mas bastante crescente: de 110 participantes da primeira edição, ontem pela manhã foram registrados cerca de 800 vaqueiros - embora tenham propagado a presença de mais de mil. O número expressivo já é pretensão dos vaqueiros entrevistados: consolidar a cavalgada como uma das maiores do Ceará.

Para menino que nasce, sara o umbigo e cresce em pleno sertão caatingueiro, o primeiro passeio é montado numa sela de cavalo. O último também, se depender da disposição de seu José Prata, de 80 anos é "um negócio que vem de dentro" que o faz até hoje dar carreira atrás de boi. Tomar umas cachaças com os amigos também. Estacionamento na frente de bar é um poste para amarrar os possantes que relincham. Muitos jovens têm moto, José Gildênio tem o "Tocha de Fogo", seu cavalo e companheiro. E na manhã de domingo, a janela que dá para a rua virou a televisão de dona Aparecida Guerra. Viu a tropa passar na frente de casa. E nela, os irmãos e primos. Jemisson Guerra, de 21 anos, desgarrou por uns instantes da tropa e encostou seu cavalo na calçada para fazer um agrado nos pais, Vanilde e Joeme Guerra. "Ele corre vaquejada, é a paixão dele", diz a mãe.

História de vida

Eurídes Maria Oliveira é vaqueira. Foi-se o tempo da vaquejada competitiva, hoje a competição é com a idade e a danação de suas 30 reses, que quando desgarram, ela tem que capturar. "Nada mal para quem tem 51 anos, né?". Nada mal para quem cavalga desde criança. Tem um pai que trabalhava na criação do gado, portanto cavalgava o dia inteiro. Casou com um vaqueiro e aprendeu com sua paixão a criar uma outra: a cavalgada. Mas depois ela se separou do marido, juntou-se com um... Vaqueiro! A cavalgada de ontem seguiu em cortejo pelo Centro da cidade. No pé da Serra de Bastiões, parada para o almoço e forró pé-de-serra. Com uma cachaça na mão, dona Eurídes foi enlaçar seu esposo no "forrozim". E a trilha musical não poderia ser outra: "oh, meu vaqueiro, meu peão, conquistou meu coração, e na pista da paixão valeu, boi...".

A procissão seguiu para a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Serra dos Bastiões. Um planalto com o mesmo frio da Serra de Guaramiranga, mas nem tão conhecido. E foi por ser uma terra desconhecida que dois séculos atrás as escravas fugidas Sebastiana e Bribiana se esconderam e fundaram o quilombo. Os negros da população quilombola de Bastiões ainda reivindicam o direito a terra.

A subida íngreme até o povoado foi mais fácil para os cavalos do que os carros que acompanhavam o cortejo. Na igreja, a vaqueirama agradeceu a Nossa Senhora do Carmo, padroeira de lá. "É agradecer, pedir, agradecer, pedir, mas no final acaba em agradecer", explica o vaqueiro Elias Guerra, para completar que "o mais tem Deus pra dar". "Guerra" é o sobrenome mais popular em Iracema. "É a família maior", diz Ivoneide Guerra, uma entre centenas de "Guerras" na pequena cidade.

De acordo com Francisco Nogueira de Aquino, o Chico Pequeno, a Cavalgada tem conseguido integrar não só os vaqueiros de Iracema, como de Alto Santo, Pereiro e Ererê. É uma região onde predomina a pecuária leiteira, também a criação de reses soltas e a solidez do uso do cavalo como transporte, ultimamente competindo com as motocicletas. "Mas não vai substituir completamente, porque cada uma tem sua função, seu tipo de uso", afirma José Eliênio, vaqueiro e motoqueiro.

O vaqueiro e técnico agrícola, José Roque, esclarece que apesar do pouco tempo do evento, a cavalgada já acontecia na região, em idos de 1969, quando já acontecia a "missa do vaqueiro". Mas reconhece na nova cavalgada o início de uma tradição. Ou a revalorização da cultura vaqueira.

INCREMENTO 
Vale do Jaguaribe tem forte tradição leiteira

O Vale do Jaguaribe é de tradição da pecuária leiteira. As fazendas espalhadas em Municípios como Morada Nova, Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Pereiro e a própria Iracema são responsáveis por grande parte do abastecimento da indústria de laticínios. A produção leiteira local é o que abastece as dezenas de queijeiras espalhadas pelos Municípios, significando outro importante segmento econômico. É famoso o queijo coalho de Jaguaribe, por exemplo. A maioria dos cavaleiros participantes da IV Cavalgada de Iracema tem como atividade econômica a agricultura e a pecuária leiteira em suas pequenas propriedades.

Os jaguaribanos têm investido num segmento cheio de oportunidade. De acordo com a Agência de Desenvolvimento do Ceara (Adece), o leite está na sexta posição no ranking de produtos agropecuários relevantes. Também é um dos principais geradores de empregos no campo - 12% dos negócios agropecuários estão diretamente relacionados à produção leiteira. E o novo incremento do setor se dará, especialmente, nos perímetros irrigados. Empresas do sul do País estão migrando para lá, para a produção leiteira em grandes proporções. De acordo com José Roque Freire, técnico agrícola da Secretaria de Agricultura de Iracema, o setor de serviços e o setor primário na produção leiteira são os dois pontos mais importantes que movimentam a economia gerando emprego e renda.

Melquíades Júnior

Repórter

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.