Este blog é direcionado para os alunos da Escola Municipal Genildo Miranda no Sítio Lajedo em Mossoró-RN, para os alunos da Escola Estadual Rui Barbosa no município de Tibau-RN, para todos aqueles amantes da Educação Geográfica e também para os que se propõem a discussão de uma Educação contextualizada.

domingo, 31 de julho de 2011

Incentivo à paleontologia

O Museu de Santana do Cariri criou espaços voltados para estudantes e pesquisadores de paleontologia
O Museu de Santana do Cariri criou espaços voltados para estudantes e pesquisadores de paleontologia

Santana do Cariri O Cariri é referência quando o assunto é paleontologia. Levando em consideração a importância desta área para o crescimento da região, algumas ações estão sendo adotadas para promover o incentivo à pesquisa paleontológica e ao turismo rural. Um dos pioneiros nessa ideia é o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri.

A nova direção do local, que tem como diretor o professor Titus Riedl, instalou três pontos de apoio com capacidade para atender 13 pessoas e uma lanchonete, com o objetivo de atender a demanda de pesquisadores e estudantes que visitam o Museu, que só este ano já recebeu cerca de 130 mil pessoas. Além de ser uma fonte de pesquisa para a ciência, o museu é o carro chefe do turismo científico da região do Cariri.

Tanto o dormitório quanto a lanchonete estão localizados nas dependências técnicas do prédio. Atualmente, a cidade de Santana do Cariri não possui rede de hotelaria para receber os visitantes. O único restaurante está localizado no Pontal da Serra, a cerca de 3 quilômetros da cidade. A lanchonete e o dormitório, de acordo com o diretor técnico do Museu, João Kerensky, visam suprir a carência da cidade em termos de hospedagem. "Os pesquisadores antes tinham que se hospedar em Nova Olinda, Juazeiro do Norte ou no Crato, o que dificultava o trabalho. Lá, os pesquisadores dispõem de biblioteca especializada", ressalta Kerensky.

O técnico explica ainda que os interessados em ir até o local devem entrar em contato com antecedência pelos telefones: (88) 3545. 1206, (85) 8708. 1736 ou (85) 8860. 9276, falar com Roberta Távora ou João Kerensky. O preço das diárias variam. Para estudantes de graduação é de R$ 10,00, de Mestrado ou Doutorado R$ 15,00 e R$20,00 para pesquisadores.

Nova concepção

O Museu da Paleontologia de Santana do Cariri, que foi restaurado, está funcionando com uma nova concepção. O geólogo Idalécio Freitas, gerente do Geopark Cariri, informou que o objetivo não é somente mostrar coisas velhas. A finalidade, segundo afirmou, é aprimorar o ensino das ciências para estudantes de diversas idades, bem como contribuir para o estímulo à curiosidade, à criatividade, à resolução de problemas e ao raciocínio lógico.

A proposta é que uma visita ao museu seja tão agradável quanto ir a um parque de diversões. Para isso, foi instalada uma sala de vídeos para exibição de documentários e filmes de interesse dos jovens. Brevemente, será disponibilizada uma sala para deficientes.

O objetivo, conforme Idalécio, é fazer girar emoções, ideias, sentimentos. Mostrar aos jovens um caminho que pode ser seguido no futuro em aspectos profissionais.

Para ele, um museu moderno como esse, "com características que permitem aos jovens não só ver, mas interagir com as formas de conhecimento representadas nos diferentes objetos e nas diferentes situações de conhecimento" funciona, entre outras coisas, como uma motivação simpática para que os jovens se interessem pelas questões da cultura científica.

Despertar

Para a comunidade de Santana do Cariri, em específico, o museu oferece bolsas de trabalho para estudantes, treinamento de guias e emprega funcionários, visando à ação social e o despertar da consciência, no que se refere à proteção do patrimônio paleontológico. Ao todo, 13 guias mirins fazem relatos interessantes, cheios de referências históricas. Com apenas 12 anos de idade, o guia mirim Enzo Lima de Melo fala, com desenvoltura, sobre a origem dos fósseis e o que eles representam para a ciência.


Pesquisa

"A finalidade é aprimorar o ensino das ciências para estudantes de várias idades"
Idalécio Freitas
Gerente do Geopark Araripe


"O museu contribui para que a comunidade tome consciência de sua identidade"
José Demontier Ferreira (Professor de Química)


MAIS INFORMAÇÕES
Museu de Paleontologia de Santana do Cariri
Rua Dr. José Augusto Araújo, 326
Telefone: (88) 3545.1206


PREPARAÇÃO DE FÓSSEIS

Estudantes e professores participam de curso na área

Com o objetivo de aperfeiçoamento na pesquisa, são abordadas técnicas de preparação química e mecânica

Santana do Cariri. Dentro dessa concepção, alunos e professores que trabalham com paleontologia na região do Cariri estão participando de um curso de Preparação de Fósseis, ministrado por um dos maiores especialistas na área: o professor de Preparação de Fósseis, Hélder de Paula Silva, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O curso é promovido pela Universidade Regional do Cariri (Urca) e Geopark Araripe. O professor Álamo Feitosa destaca que é uma nova frente na pesquisa paleontológica da Bacia do Araripe. Estão sendo abordadas técnicas de preparação química e mecânica.

Para o ex-reitor da Urca, Plácido Cidade Nuvens, o museu é uma porta aberta na linha da extensão e da pesquisa. Somente no mês de julho, mais de três mil pessoas visitaram o museu o que, segundo Plácido, é um número expressivo para uma cidade pequena como Santana do Cariri, que conta com pouco mais de 17 mil habitantes.

Plácido destaca que o museu tem uma função básica de pesquisa, no apoio logístico aos pesquisadores que se dirigem à região, no sentido de conhecer a riqueza fóssil da Chapada do Araripe.

O museu, de acordo com Plácido, é uma instituição permanente, aberta ao público, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, que adquire, conserva pesquisa, expõe e divulga as evidências materiais e os bens representativos do homem e da natureza, com a finalidade de promover o conhecimento, a educação e o lazer.
Antônio Vicelmo
Repórter

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Acampamento da Juventude em Icapuí

O último acampamento foi realizado no ano de 2009. Para este ano, a expectativa é ainda melhor
FOTO: JULIANA VASQUEZ
O evento, que começa hoje, concentra oficinas, debates, exposições, teatro e shows musicais nos três dias

Icapuí Mochilão nas costas e muitas turmas desembarcando na Praia de Tremembé, localizada neste Município. Mar, música, artes e ideias "para um mundo melhor" são o olhar do 9º Acampamento Latino-Americano da Juventude que começa hoje e vai até domingo em Icapuí, no Litoral Leste do Estado. O evento concentra oficinas, debates, exposições, teatro e shows musicais nos três dias. Destaque para os shows de Cidade Negra, Preta Gil e do jamaicano Andrew Tosh.

A tônica das manhãs e tardes do evento são mesmo as oficinas e debates sobre seis temáticas: os cinco anos da Lei Maria da Penha, o centenário de nascimento de Maria Bonita, o Ano Internacional da Mulher, Ano Internacional para Afrodescendentes, Desenvolvimento Local e Sustentável e Protagonismo Juvenil e Diversidade.

No dia 29, de 15 horas às 17h30, tem "Juventude no Acampamento Latino-Americano e no Festival da Juventude" e "O esporte como direito"; no dia 30, de 15 horas às 17h30, tem "O desafio no enfrentamento das drogas", "Ano internacional de afrodescendentes e o movimento negro no Ceará"; e no dia 31, de 9 horas às 10h30, tem "Educação ambiental e sustentabilidade", e "Diversidade e combate à homofobia".

A programação das oficinas ficou assim: nos dias 29 e 30, de 8h30 às 12h30, haverá oficinas de "colagem criativa", "tambor de crioula (ritmo, canto e dança)", "roteiro para vídeo", "redação do Enem", "pintando marinhas", "fosfoto (fotografia)", "guitarra prática", "prática de baixo elétrico", "percussão", "zona costeira, desafios para preservação", "circo" e vídeo "Juventude LGBT: ativismo contra o preconceito".

Curta-metragem

Nas noites, antecedendo os shows, haverá exibição de curtas-metragens em sua maioria produzidos por cearenses: na sexta-feira, entre 20h e 21h, haverá exibição dos curtas-metragens "Querença", "Cine Zé Sozinho", "Calango Lengo Morte & vida sem ver água" e "Vida Maria"; no sábado, mesmo horário, tem "Amigos bizarros de Ricardinho", "Aos mortos de morte morrida", "Dossiê Rebordosa", e "Preciosa".

Hoje à noite haverá shows de Alan Rebouças, Banda Reldon, Preta Gil, Andrew Tosh, Panth e as Rochas. Amanhã, tem Maracatu Solar, Los Kakos, Val Xavier, Banda Acampamento e, atração mais aguardada, o grupo de reggae Cidade Negra.

Melquíades Júnior
Repórter

Como ocorrem os vulcões?

Existem dois tipos básicos: o explosivo e o não explosivo. O primeiro aparece em pontos onde se chocam as placas tectônicas (os grandes blocos que formam a crosta terrestre) - seu melhor exemplo está nos vulcões que desenham o chamado Cinturão de Fogo, em torno do oceano Pacífico. Esse tipo se caracteriza também pela lava quase sólida, além de expelir poeira e uma mistura de gases e vapor d’água. A lava desse vulcão vem das profundezas da Terra, onde a temperatura elevada derrete a rocha da crosta oceânica e faz com que ela se misture à água do mar. "A presença da água é que faz esse vulcão ser tão explosivo. Conforme a lava sobe, o vapor d’água é liberado da rocha e esbarra numa tampa formada pelo material endurecido da explosão anterior, aumentando a pressão até explodir. Ele pode ser comparado a uma garrafa de bebida gasosa", afirma Caetano Juliani, geólogo da Universidade de São Paulo (USP).
Vulcões não explosivos, como os do Havaí, ficam bem no meio de uma placa tectônica, longe do choque entre elas. Esse tipo surge quando ocorre alguma fissura na crosta terrestre por onde a lava pode escorrer.
Essa lava é mais líquida e incandescente. "É como se o vulcão estivesse localizado embaixo de um maçarico, que faz o material do manto derreter, o magma subir e atravessar a crosta", diz Caetano. Há ainda um outro tipo de vulcão não explosivo, que pode aparecer no fundo do mar, a grandes profundidades. Os vulcões têm reservado surpresas desagradáveis para os seres humanos. Talvez o episódio mais famoso seja o da cidade de Pompéia, na Itália. Ela foi varrida do mapa pelo Vesúvio e seus 2000 habitantes morreram sepultados por uma camada de 8 metros de cinzas no ano 79. As piores catástrofes, porém, são mais recentes. Em 1815, na Indonésia, o Tambora tirou a vida de 92000 vítimas. Em 1985, na Colômbia, o Nevado Del Ruiz matou 23000 pessoas. Embora não possua vulcões hoje, o Brasil já teve suas montanhas de fogo. Nosso vulcão mais antigo já descoberto soltava lava na Amazônia há 1,9 milhão de anos.
Bem antes disso, há cerca de 150 milhões de anos, havia na América do Sul uma grande fissura que ia do estado do Mato Grosso até a Argentina - na região em que hoje corre o rio Paraná. Dessa enorme rachadura, escorreu uma quantidade de lava que se acumulou da cidade de Santos, SP, até a cordilheira dos Andes, na maior atividade vulcânica do planeta na época. Nesse período, a África e a América do Sul estavam se separando e, se a fissura crescesse, uma parte do território sul-americano teria ido parar do outro lado do oceano Atlântico.

Fenômeno dupla face Existem dois tipos de vulcão: explosivos e não explosivos
  A - Até debaixo d’água

Os vulcões não explosivos que existem no fundo dos oceanos, apesar de pouco conhecidos, são muito comuns. Eles surgem por causa do movimento das placas tectônicas, que abre enormes fissuras na crosta terrestre
B - Montanhas de lava

As fissuras abrem caminho para o avanço da lava, formada por rochas derretidas pelas altas temperaturas do interior do planeta. Conforme as placas se movem, com velocidade de até 10 centímetros por ano, essa lava expelida se solidifica e forma enormes cadeias de vulcões, cerca de 2,5 quilômetros abaixo da superfície do mar

Perigo à beira-mar Incidência de vulcões concentra-se no pacífico
 
Existem cerca de 1500 vulcões ativos (os triângulos vermelhos do mapa). A maioria deles se formou no encontro entre as placas tectônicas (assinaladas pelas linhas azuis) - principalmente as que circundam o oceano Pacífico. Por isso, a região é chamada de Cinturão de Fogo. Só a Indonésia tem 127 vulcões em atividade

1 - Trombada subterrânea

O processo de formação de um vulcão explosivo começa quando uma placa tectônica oceânica entra em choque com outra placa e é forçada a mergulhar em direção ao interior da Terra
2 - Temperatura máxima

Conforme a profundidade aumenta, a temperatura sobe (devido ao calor interno do planeta) até a rocha derreter. A rocha derretida vai se misturar com água e formar bolhas embaixo da terra
3 - Passagem forçada

Se as tais bolhas forem grandes o suficiente, podem forçar a passagem para cima através da crosta terrestre. Conforme elas sobem, vão se resfriando e liberando vapor d’água e outros gases que estavam presos na rocha
4 - Panela de pressão

Como o vulcão fica tampado pelo acúmulo de lava solidificada de explosões anteriores, os gases vão se acumulando. Quando a pressão se torna forte o suficiente, a tampa do vulcão rompe e ele explode
5 - Restos da explosão

Esse tipo de vulcão lança, em vez de lava líquida, detritos de rocha quente e poeira. É o acúmulo desse material que, aos poucos, vai formando a montanha do vulcão e sua cratera.

 Fonte: Revista Mundo Estranho.

Qual é o peso da Terra?

Nenhum! Para começo de conversa, é preciso entender a diferença entre peso e massa. O que normalmente chamamos de peso - o número de quilogramas exibido quando subimos na balança - é, na verdade, nossa massa: a quantidade de matéria de que somos constituídos. Já a definição correta de peso é a atração entre um objeto qualquer e a Terra - portanto, essa atração não pode ser calculada em relação a ela mesma. A massa do planeta, sim, pode ser calculada por meio das leis da Física descobertas por Isaac Newton. Foi ele quem percebeu que a atração entre dois corpos no espaço é afetada por suas massas e pela distância entre eles, estabelecendo a lei da gravitação universal. Segundo ela, um mesmo objeto pode ser atraído por uma força na Terra (seu peso) e por outra menor na Lua, que tem massa menor.
"O cálculo da massa terrestre - igual a 6 x 1024 kg - foi resolvido em 1798 por Henry Cavendish, cientista inglês que partiu das leis de Newton", diz Eder Cassola Molina, do Intituto Astronômico e Geofísico da USP.

Fonte: Revista Mundo Estranho.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O CONCEITO DE REGIÃO DENTRO DAS CONSEPÇÕES GEOGRÁFICAS

Dentro das discurssões  geográficas o conceito de Região sempre foi colocado em pauta, pois existem muitas controvérsias sobre este termo. Para que esta discurssão possa ter fundamento é preciso que estejamos por dentro dos diversos contextos e significações que o termo ao qual discutiremos tem historicamente dentro da política, da economia e da cultura como um todo.
A palavra Região deriva do latim regere, palavra composta pelo radical reg, que deu origem a outras palavras como: regente, regência, regra etc. No Império Romano, este termo era designado para indicar áreas que mesmo pertencentes a uma administração, estavam subordinadas as regras e a hegemonia de Roma, ou seja, estava sujeita a ordens superiores. Na linguagem cotidiana, ou seja, a do senso comum, a noção de região parece existir relacionada a dois princípios fundamentais: o de localização e o de extensão.
A região tem também um sentido bastante conhecido como unidade administrativa, sendo por meio da divisão regional de um espaço, que é exercido a hierarquia e um controle por parte do grupo administrativo do estado. Na Idade Media as divisões administrativas foram as primeiras formas de divisão territoriais presentes nos mapas da época. Na Geografia, o uso desta noção de Região é um pouco mais complexa, pois ao tentarmos fazer dela um conceito científico, herdamos as indefinições e a força de seu uso na linguagem comum e uma das alternativas encontradas pelos geógrafos foi a de adjetivar a noção de região para assim diferenciá – la de seu uso pelo senso comum.
Fruto de todas estas discurssões  nasce o conceito de Região Natural e Região Geográfica, posteriormente defendidas por pensadores e escolas com visões diferenciadas; criando assim denominações como: Determinismo e Possibilismo, como também de diversas correntes de pensamento que tentam dar um significado para o que se denomina de região.
a)                             Geografia Tradicional – fundamentada no Positivismo Clássico, apresenta empirismo exacerbado com forte carga naturalista; limitando - se a descrição dos fenômenos e não ao seu questionamento; defende a neutralidade do pensamento. Apresenta visão fragmentada do saber e discute a relação homem-natureza não considerando as relações sociais e as contradições que delas resultam.
b)                            Determinismo Geográfico (Escola Alemã) -  considera que o meio natural exerce ação dominadora sobre o homem, colocando-o como ser passivo perante a natureza, ou seja, o homem é um produto do meio em que vive. Justifica a expansão territorial  - teoria do espaço vital – Frederico Ratzel. A natureza influencia diretamente na riqueza ou no empobrecimento de uma sociedade.
c)                              Possibilismo (Escola Francesa)  - considera que o homem é um elemento ativo no meio natural podendo modifica-lo, adaptando-o as suas necessidades  - o homem modifica o meio. Desmascara o expansionismo alemão. Apresenta um tom mais liberal. O objetivo maior da geografia é o estudo regional – Vidal de La Blache. A superação da pobreza ocorre  a partir do contato com a civilização. Fundamenta-se no provérbio popular de que o meio ambiente propõe e o homem dispõe. A  região  natural não pode ser o quadro e o fundamento da geografia, pois o ambiente não é capaz de explicar tudo.
d)                            Geografia Crítica – critica a geografia tradicional e propõe uma geografia baseada nos ensinamentos marxistas e no método dialético. Surge  a partir dos anos 60. O centro da preocupação passa a ser as relações sociedade-trabalho-natureza na produção do espaço geográfico. Está centrada nas relações de trabalho, nas explicações econômicas, na denúncia das injustiças sociais e na politização do discurso geográfico em defesa da transformação da realidade  social. Não considera a dimensão subjetiva e afetiva das relações sociais, ou seja, as explicações mais plurais.

Hoje já está se falando em uma nova forma de ver os questionamentos geográficos, a partir de uma geografia mais voltada para a amenização e discurssão dos problemas que mais afligem a sociedade; tendo uma marca que a diferencia da Geografia Crítica; levando em conta as dimensões afetivas e subjetivas das relações sociais com o meio ambiente e como o próprio homem, instrumento importante nesta relação, chamada por alguns teóricos de Geografia Humanista.
Portanto, através deste breve relato pude perceber que a discurssões sobre região dentro da geografia não é uma coisa recente, isto já vem vêm sendo feito e aprofundado deste muito tempo atrás e que cabe a nós geógrafos, buscar discutir e compreender todas as discurssões e ensinamentos sobre a região, já que ela é o foco de estudo do pensamento geográfico. Enquanto não nos dispormos a fazer estas reflexões, estaremos deixando de lado todo o objetivo ao qual nos propomos ao entrar na academia para aprofundar ainda mais os nossos conhecimentos e concepções sobre as temáticas geográficas.          

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Royalties de petróleo rendem 30% menos em julho ao CE

A diminuição da arrecadação com a compensação financeira foi puxada pelas receitas pagas à Capital

O Ceará começou o segundo semestre do ano com um resultado menor na arrecadação de royalties de petróleo. Estas compensações financeiras renderam ao Estado e aos municípios cearenses um montante de R$ 2,8 milhões neste mês de julho, valor que é inferior em 30,5% ao registrado em igual mês de 2010. Uma significativa queda nos recursos destinados à Capital justificaram o resultado.

Neste mês de julho, Fortaleza recebeu apenas R$ 94,5 mil em royalties, ou seja, nada menos que R$ 1,23 milhão abaixo que o recebido no mesmo período do ano passado. Este é o menor valor repassado à Cidade neste ano com este tipo de compensação financeira.

Oscilação

A arrecadação da capital tem se comportado de forma bastante variável ao longo do 1º semestre de 2011, começando com R$ 100 mil e depois saltando para uma média de 1,5 milhão entre os meses de fevereiro e março, para após isso voltar ao patamar de R$ 100 a R$ 150 mil.

A queda observada em Fortaleza representou praticamente toda a redução registrada no mês na arrecadação cearense, que foi de R$ 1,27 milhão em relação a julho passado, quando o Ceará recebeu R$ 4,1 milhões.

O restante da conta negativa é completada por pequenos decréscimos entre os outros municípios beneficiários, tendo, inclusive, alguns deles registrado alta no mês.

Do total recebido pelo Ceará em julho, R$ 1,12 milhão foi destinado ao Estado e os outros R$ 1,77 milhão restantes foram para os municípios. O Estado teve, inclusive, uma pequena alta em relação a julho de 2010, de R$ 50 mil.

Maiores beneficiários

Neste mês, o município que obteve os maiores benefícios com royalties de petróleo foi Maracanaú, com R$ 644,6 mil. A cidade já acumula um volume de R$ 6,0 milhões ao longo destes sete meses do ano.

O restante dos beneficiários ficam bem distante do patamar de Maracanaú, ficando o segundo colocado com R$ 174,7 mil, que é o caso de Aracati.

Depósito judicial

Este, todavia, pode ser considerado o maior beneficiado do Ceará, se levados em consideração os recursos que chegam à sua administração municipal através de depósito judicial. No mês de julho, este depósito chegou a R$ 562,1 mil, contabilizando R$ 5,6 milhões só com estas transferências.

Os depósitos sob juízo a Aracati se explicam pelo fato de que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) nega que um ponto de entrega de derivados de petróleo na localidade, denominado "city gate", possa garantir os royalties.

Em relação a junho do ano passado, o comportamento da arrecadação de royalties em julho também foi de queda, com uma diminuição de 14,2%.

Acumulado do ano

Contudo, no acumulado de 2011, o saldo ainda é positivo: o incremento chega a 6,2% sobre igual período do ano passado. De janeiro a julho deste ano, foram R$ 24 milhões, sobre R$ 22,6 milhões no mesmo intervalo de tempo em 2010.

Entretanto, com a redução nos benefícios deste mês, a diferença dos ganhos destes sete primeiros meses sobre os do ano passado ficou bem menos expressiva. Se até junho, a arrecadação havia sido 14% superior, esse acréscimo agora é de somente 6,2%.

GASOLINA
Gabrielli nega ter falado em aumento no preço

Rio O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, negou ontem que esteja em estudo aumentar em breve o preço da gasolina. Ele disse não ter falado sobre isso em entrevista ontem. "Eu não disse isso. Acabei de ouvir no CD. Não disse isso na entrevista. O que eu disse foi o seguinte: ´Nós temos um estrangulamento físico na capacidade de crescer a produção de gasolina no Brasil. Nossas refinarias estão no limite da capacidade. Nós não temos como. A não ser que entrem novas unidades, não é possível produzir mais gasolina. Pode produzir outras coisas. Diesel, estamos produzindo mais. Mas não podemos produzir mais gasolina".

Em consequência, acrescentou Gabrielli, "se houver um aumento da demanda, como não vai faltar gasolina no Brasil, vai haver importação da gasolina".

"Aí foi perguntado se vai haver variação de preço. Eu disse: ´não´. Evidentemente, se em algum momento os preços internacionais ficarem estáveis, relativamente estáveis, porque nunca vão ficar totalmente estáveis, vamos precisar alterar os preços domésticos. Mas não disse que isso é agora, amanhã, daqui a dois anos, dois meses. Não disse nada disso".

Ele afirmou ainda que a Petrobras desde 2003 acompanha o preço internacional no longo prazo. "Vamos continuar acompanhando isso no longo prazo no mercado brasileiro. Não sei (em quanto tempo será preciso reajustar a gasolina). Depende da variação".

Saldo

2,8 Milhões de reais foram arrecadados pelo Estado e seus municípios neste mês, R$ 1,27 milhão a menos que julho de 2010




Fonte: Coluna Negócios do Jornal Diário do Nordeste.

terça-feira, 26 de julho de 2011

MMA financia iniciativa para recomposição florestal

Projeto Roça sem Queimar busca a preservação ambiental com a produção de alimentos e a geração de renda nos municípios paraenses de Medicilândia e Brasil Novo
O projeto Roça sem Queimar completa 11 anos levando alternativas sustentáveis ao uso do fogo nas propriedades dos municípios paraenses da região da BR Transamazônica. Com apoio do Ministério do Meio Ambiente, o projeto agora entra em uma nova fase: criar alternativas para a recomposição florestal, aliando preservação ambiental com a produção de alimentos e geração de renda.
O Subprograma Projetos Demonstrativos (PDA/MMA) está investindo R$ 427 mil no chamado Roça III, nos municípios de Medicilândia e Brasil Novo, maiores produtores de cacau do Pará. O projeto será desenvolvido pelos sindicatos de trabalhadores rurais dos dois municípios, em parceria com a Embrapa, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Universidade Federal do Estado do Pará e Emater.
Com base na dinâmica da floresta, o objetivo do Roça III é plantar na mesma área espécies agrícolas junto com castanheira, seringueira, açaizeiro, cacaueiro e laranjeira, aproveitando o potencial extrativista dessas espécies. "Dessa forma, criamos o ambiente propício para essas espécies, onde cada árvore tem seu papel, assim como na floresta", explica o técnico agrícola Francisco Monteiro, um dos idealizadores do projeto. "Sem o uso do fogo, protegemos o solo, e a vegetação da área do roçado vira adubo, o que serve como controle biológico, evitando pragas", completa.
O Roça III começou a ser colocado em prática no final de 2010, quando foram plantadas mais de 100 mil mudas de espécies florestais e agrícolas. Elas foram plantadas em um hectare de 60 fazendas selecionadas em Medicilândia e Brasil Novo. Com base em princípios agroecológicos, o Roça sem Queimar substituiu os usos de insumos químicos e do fogo na propriedade.
Além da redução do desmatamento, o projeto incentiva a recomposição do passivo ambiental e promove a regularização ambiental das propriedades da agricultura familiar. As famílias participantes do Roça sem Queimar recebem as mudas e, uma vez por mês, a visita de técnicos.
Inovação - O PDA financia iniciativas inovadoras que podem ser replicadas em outras localidades. No caso do Roça III, a ideia é disseminar a experiência nos municípios alvo da Operação Arco Verde, que busca alternativas sustentáveis para os 43 municípios onde foram registrados os maiores índices de desmatamento em 2008.
O resultado do projeto também será colocado em um manual de boas práticas. Duas mil cartilhas serão distribuídas para agricultores, entidades de ensino, pesquisa, extensão rural e de crédito. O Roça III termina no primeiro semestre de 2012.

Fonte: ASCOM (MMA).

MMA seleciona projetos na Mata Atlântica até 30 de julho

Está aberta Chamada Pública para seleção de projetos voltados à promoção das cadeias de produtos da sociobiodiversidade. Serão investidos R$ 640 mil em iniciativas de pesquisa e diretrizes para manejo sustentável do fruto da juçara, erva-mate e pinhão e de promoção da cadeia de valor do pinhão no centro-sul do estado do Paraná e região metropolitana de Curitiba.
Poderão participar organizações sem fins lucrativos com mais de 12 meses de existência legal. O edital está disponível no endereço www.mma.gov.br/pda e as propostas devem ser enviadas até o próximo dia 30 de julho.
Os temas que serão financiados inserem-se nas ações de implementação do Plano Nacional para Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB), coordenado conjuntamente pelos ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pela Conab.
A Chamada é conduzida pelo Subprograma Projetos Demonstrativos (PDA), do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

Ação pelo meio ambiente

Um dos destaques do fim de semana, para adolescentes do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, foi a plantação de mudas nativas, entre atividades em diversas áreas
FOTO: ANTÔNIO KENNEDY
Adolescentes participam de encontro, em Capuan, Distrito de Caucaia e participam de atividades ambientais

Caucaia. Jovens de 12 a 18 anos participaram de encontro promovido, neste último fim de semana, pelo Departamento de Educação do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV), Núcleo Fortaleza, Distrito de Capuan, neste Município. A programação constou de atividades de Educação Ambiental, com plantio de mudas nativas, palestras sobre sexualidade e primeiros socorros, gincanas e luau com dinâmicas de integração entre monitores e participantes.

O encontro teve início com uma reflexão sobre a importância da Educação Ambiental para a coletividade. Os participantes assumiram o compromisso com uma prática de relações mais sustentáveis para o planeta, plantando mudas de espécies nativas da região, no sítio onde funciona a sede da UDV .

A palestra sobre sexualidade foi proferida pelo médico ginecologista, Luis Carlos Weyne, também sexólogo. Após dinâmica para integração do grupo, os jovens refletiram sobre uma prática sexual responsável e saudável. Luis Carlos destacou a importância de aspectos básicos como o reconhecimento dos papéis sexuais na sociedade, bem como a necessidade de se conhecer os riscos provenientes da falta de maturidade para uma prática sexual sadia, consciente e segura.

Primeiros Socorros

O tenente coronel e médico do Corpo de Bombeiros, Benjamin Andrade, destacou em sua palestra sobre Noções Básicas de Primeiros Socorros, que não se pode falar em emergência sem pensar em prevenção. "Para se ter segurança, não basta ter boa vontade, é preciso ter cuidado", afirmou. Na ocasião, os jovens fizeram exercícios de simulação de emergência, utilizando um boneco como base para os procedimentos básicos.

Na noite de sábado, os jovens e monitores participaram de um luau em volta da fogueira, com jogos de interação e convivência fraterna. "O trabalho em equipe e a convivência com a diferença do outro são fundamentais para o desenvolvimento social e individual", ressaltou Marniele Brasil, uma das coordenadora do Departamento de Educação.

Também coordenadora do mesmo departamento, Vangler Ricca, avalia que os encontros deste porte são positivos no sentido que fortalecem a base das relações de amizade e companheirismo, fortalecendo as relações sociais e fraternas.

De acordo com o Mestre Representante da UDV - Núcleo Fortaleza, médico Tadeo Feijão, é importante estimular o convívio saudável entre os jovens. "Queremos que nossos jovens tenham práticas saudáveis de vida. Assim, estamos contribuindo para a nossa maior riqueza que é uma nova maneira de pensar o planeta", disse ele, complementando que, "a maneira como a gente se insere na vida é que vai determinar nossa relação com o grupo".

Para a estudante, Marina Rodrigues, "exercitar a convivência e o respeito em grupo são importantes para fortalecer as relações na sociedade e encaminhar os jovens nas decisões mais acertadas do futuro".

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vestibulando!

(UNITAU) Indique a alternativa incorreta relacionada com os organismos estatais encarregados de dirigir a política agrária brasileira:

a) SUDENE                                                               
b) SUDAM
c) IBGE
d) SUDECO
e) INCRA

(UNESP) Assinale a alternativa que apresenta uma característica da agricultura brasileira que provoca êxodo rural.

a) Com a modernização da agricultura, tem diminuído o número de volantes, principalmente nas áreas canavieiras.
b) A modernização da agricultura tem ampliado o número de empregos rurais.
c) Os parceiros, arrendatários e pequenos produtores são os mais beneficiados pelo capital empregado na aquisição de máquinas, adubos e corretivos.
d) A maioria da população rural não é proprietária da terra em que trabalha.
e) A modernização da agricultura brasileira tem provocado a melhor distribuição da terra agrícola.


(UNITAU) Indique a alternativa incorreta relacionada à questão agrária no Brasil:

a) A maior parte das terras agrícolas encontra-se em mãos de grandes proprietários.
b)Os grandes latifundiários mantêm a maior parte de suas terras sob índices de produtividade extremamente baixos.
c) A grande propriedade impede a multiplicação dos pequenos produtores e, portanto, a própria produção agropecuária do país.
d) O latifúndio absorve um mínimo de mão-de-obra.
e) Não há terras improdutivas no Brasil, já que os grandes latifúndios têm altíssimos índices de aproveitamento do solo.

As respostas referentes as questões postadas em 12/07/11 são respectivamente: A e B.

Como se calculou a idade da Terra?

A chave desse cálculo foi encontrada medindo a quantidade de urânio e de chumbo nas rochas mais antigas do planeta. "Essa foi uma conseqüência da descoberta da radioatividade", diz Marta Maria Sílvia Mantovani, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP. Ela se refere ao processo pelo qual alguns elementos químicos, chamados radioativos, se decompõem, produzindo outras substâncias. É o caso do urânio, que, ao sofrer radiação, se transforma em chumbo. Na natureza, uma rocha que contiver urânio, depois de certo tempo terá apenas a metade da quantidade desse elemento. Esse tempo é chamado de meia-vida. Conhecendo-se a meia-vida do urânio, pode-se então calcular a idade da rocha - e a da Terra: cerca de 4,56 bilhões de anos.

Matemática radioativa Conceito de meia-vida fornece a base do cálculo
 
1. A radiação faz os átomos de urânio perderem partículas, transformando-se em chumbo. Após certo tempo, chamado meia-vida, resta só metade do urânio
2. Conhecendo esse tempo de meia-vida e medindo a quantidade de urânio e de chumbo nas rochas mais antigas da Terra, calculou-se a idade do planeta

Fonte: Revista Mundo Estranho.

O que existe no centro da Terra?

Uma grande bola de metal! Mais especificamente, uma bola sólida de ferro e níquel. Pode parecer estranho que a quase 5 mil graus Celsius o centro da Terra não seja líquido. "É que a pressão prevalece sobre a temperatura, impedindo a agitação das moléculas", diz a geofísica Yara Marangoni, do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (USP).
Por causa do calor infernal e da pressão esmagadora, nenhuma sonda humana jamais atingiu o centro da Terra. A tentativa que chegou mais "próximo" ocorreu na década de 1970, quando pesquisadores russos abriram no país um buraco que atingiu 12 quilômetros de profundidade - uma ninharia perto dos milhares de quilômetros necessários para alcançar o núcleo.
Mas nem por isso, as previsões dos geólogos e geofísicos deixam de ser confiáveis. Para saber o que existe abaixo de nossos pés, eles se valem de cálculos e estudos sofisticados. Entre eles, a análise da composição de meteoritos, a relação entre a densidade da Terra e das rochas da sua superfície e experiências laboratoriais que simulam a propagação das ondas sísmicas. A existência de um poderoso campo magnético em volta e dentro da Terra reforça ainda mais as evidências de que há muito metal no centro do planeta.

Indo mundo abaixo Planeta é composto de quatro camadas

1. CROSTA
Entre 6 e 75 km de espessura
Composta de rochas como arenitos, granitos, basaltos e mármores. A crosta sob os oceanos é menos espessa que sob os continentes

2. MANTO
Abaixo da crosta e até 2 891 km de profundidade
Formada por rochas de consistência viscosa, tem temperatura de 600 ºC (abaixo da crosta) a 3 500 ºC (na divisa com o núcleo). As lavas de vulcões vêm daí

3. NÚCLEO EXTERNO
Entre 2 891 e 5 150 km de profundidade
Liga metálica de ferro e níquel mais um elemento leve, como enxofre ou potássio, na forma líquida. A temperatura varia entre 3 500 ºC e 4 600 ºC

4. NÚCLEO INTERNO
Entre 5 150 e 6 371 km de profundidade
Uma bola metálica sólida, formada por ferro e níquel. A temperatura atinge 4 900 ºC. O calor é tão alto que a radiação das moléculas emitiria luz

Fonte: Revista Mundo Estranho

Se todos os casais tivessem apenas um filho, em quanto tempo a raça humana se extinguiria?

Se isso realmente acontecesse, a raça humana sumiria daqui a 2 450 anos! A lógica dessa estimativa é que, se de um casal sai só um filho, a população diminui em 50% a cada geração. Quem nos ajudou a chegar a esse número foi o estatístico Francisco Louzada Neto, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que fez as seguintes contas para cravar os 2 450 anos:
• Passo 1: achar as variáveis da equação. Numa progressão geométrica (PG), precisamos do termo inicial, do final e da razão (a medida em que os termos aumentam ou diminuem). O termo inicial é a população mundial, cerca de 6,5 bilhões de pessoas. O termo final é 1, a última pessoa que vai sobrar. E a razão é 0,5, os 50% de redução a cada nova geração. Isso tudo considerando que, dos 6,5 bilhões de pessoas, 50% são homens e 50% são mulheres.
• Passo 2: calcular as gerações para que os 6,5 bilhões se reduzam a 1. O resultado é 33,6 - vamos arredondar para 34, afinal não existe "meia" geração de pessoas.
• Passo 3: transformar o número de gerações em anos. Para isso, foi considerada uma expectativa de vida de 70 anos para cada pessoa. Multiplicando por 34, chegamos a 2 380 anos.
• Passo 4: somar a vida da última geração. Aos 2 380 anos, somam-se mais 70 - os anos que o último habitante vai viver. Eis o resultado final: 2 450 anos. Como estamos em 2006, a extinção da humanidade seria no ano 4456.
É claro que isso é apenas um cálculo aproximado. "Há outras variáveis importantes que não foram consideradas na equação, como a quantidade de casais que efetivamente se casam, a fecundidade das pessoas e se todos são heterossexuais", diz Francisco Louzada.

Fonte: Revista Mundo Estranho.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mossoró terá a primeira "escola verde" do Nordeste

Painéis solares, área para reciclagem, teto solar, reaproveitamento de água da chuva . Essas são algumas - das muitas - características que compõe o projeto da primeira escola sustentável do nordeste e a segunda do país, a Escola Verde de Mossoró.

De acordo com as informações do secretário da cidadania, professor Francisco Carlos, trata-se de um projeto inovador, e que será desenvolvido na zona rural da cidade, mais precisamente onde hoje funciona a escola Genildo Miranda. "É um prédio que será dotado de toda infra-estrutura ecologicamente sustentável, e nada mais indicado do que fazer uma unidade desse porte num lugar onde o homem já tem esse contato direto com a natureza" , disse o secretário.

A "Escola Verde" de Mossoró, será a primeira da região nordeste e a segunda do Brasil. Em todo o país, existe apenas uma escola, o Colégio Estadual Erich Walter situada no Rio de Janeiro, e que foi desenvolvido por arquitetos de renome na região, como Maria José De Mello Gerolimich e Rafael Tavares de Albuquerque.

A escola foi escolhida para ser o Piloto da Primeira Escola Padrão Verde da América Latina, (UEC Unidade de Ensino Catavento) o primeiro de outros 40 possíveis projetos de escolas verde no país. A escola criada em formato de um catavento, como o próprio nome sugere, "cata" o vento e promove além de uma agradável sensação térmica interna, uma boa iluminação natural durante todo o dia. Os cartuchos das impressoras são feitos de cera e os cadernos são substituídos por pen-drives.

No projeto da escola do Rio de Janeiro, existe ainda, a instalação de bicicletários, vagas especiais para veículos de baixa emissão, aumento, manutenção e recuperação das áreas verdes originais encontradas no local, pavimentação permeável, telhado verde (com acesso à visitação), reaproveitamento das quadras existentes, reaproveitamento de 100% do material de entulho que seria gerado na obra, área para reciclagem, reaproveitamento de água de chuva, em vasos sanitários, lavagem do pátio e irrigação de áreas verdes; uso de revestimento com baixos índices de compostos orgânicos voláteis, forros acústicos, dentre outros.

Aqui em Mossoró, onde será a primeira escola verde da região nordeste, o teto será solar, e também haverá reaproveitamento da água, do vento, um local totalmente preparado para projetos ecologicamente corretos.

De acordo com o secretário Francisco Carlos, em no máximo três meses de deverá ser concluído o projeto para Mossoró. " Nós estamos muito felizes, e em um prazo máximo de três meses deveremos estar concluindo o projeto, para na sequencia podermos dar início ao processo de licitação", confirmou o secretário da cidadania, reforçando que a "Escola Verde" estará atendendo inicialmente aos estudantes da comunidade, sendo que posteriormente, deverá ser estendido para todos os estudantes de Mossoró, para realização de estudos ecológicos.

Fonte: Jornal Correio da Tarde.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Operação leva cidadania e desenvolvimento sustentável para o Xingu

Governo federal inicia a partir do dia 18 de julho trabalho conjunto nos municípios do entorno da usina de Belo Monte. Objetivo é reduzir impactos socioambientais causados pela obra.

Para garantir o desenvolvimento sustentável nos 11 municípios do entorno da futura hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o Governo Federal inicia, a partir do dia 18 de julho, um trabalho conjunto    na região da usina com objetivo de reduzir os impactos socioambientais causados pela obra.
Chamada de Operação Cidadania Xingu, a ação é uma parceria de instituições federais, estaduais e municipais. Ao todo, serão aplicadas cerca de 120 medidas prioritárias, entre regularização ambiental e fundiária, saúde, educação, segurança pública e estradas vicinais e BR Transamazônica. O plano de ação para a região do Xingu, que conta com 336 mil habitantes, será traçado entre os dias 18 e 25 de julho.
Desenvolvimento regional
A Operação Cidadania Xingu faz parte de um pacote de ações do Governo Federal para o desenvolvimento dos municípios da região, junto com o comitê gestor do Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu (PDRS) e a criação da Casa do Governo Federal.
Com sede em Altamira, a Casa do Governo Federal será instalada em 28 de julho com o objetivo de estabelecer o diálogo permanente com as comunidades que serão atingidas por Belo Monte. O chefe da Casa será Aliomar Arapiraca. A ideia é acompanhar de perto as obras que os empreendedores são obrigados a fazer antes da construção da usina e a implementação das ações do PDRS.
Elaborado pelas três esferas do governo, universidade e organizações da sociedade civil, o Plano de Desenvolvimento do Xingu dá diretrizes aos órgãos públicos para implementação de políticas voltadas ao atendimento da população dos municípios que compõem a área de influência do empreendimento na região.
Esse pacote de ações fortalece o desenvolvimento do Xingu com ações estruturantes para garantir o bem-estar da população, com saúde, educação, emprego e produção sustentável.
Mutirão
No dia 3 de agosto começa o mutirão de atendimento à população dos municípios do entorno da usina. Serão ações imediatas nas áreas social, de regularização ambiental e fundiária e de fomento às atividades produtivas. As atividades começarão por Altamira, nos dias 3 e 4 de agosto. E até o final de outubro, cada um dos 11 municípios serão contemplados pelo mutirão.
A iniciativa segue uma estratégia semelhante à utilizada no Mutirão Arco Verde Terra Legal, do governo passado, nos municípios que mais desmataram na Amazônia.
Durante os dias de mutirão, a população rural e urbana poderá tirar documentos, como certidão de nascimento e CPF, entrar com pedido de regularização de suas propriedades, aprender técnicas sustentáveis de produção no campo, tudo de graça. Além disso, também será facilitada a abertura de contas e o crédito bancário, acesso aos benefícios previdenciários e serviços de saúde, vacinação, educação.
Cursos, palestras oficinas, exposições e feiras de artesanato e agricultura familiar também estão previstos no mutirão. Os atendimentos serão realizados em ginásios e escolas dos municípios.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vestibulando!

(FUVEST-SP)"A soja ocupou os espaços remanescentes da economia e do território regional e avançou sobre áreas de pecuária extensiva com base no arrendamento de terras e sobre a agricultura colonial, deslocando produtos destinados ao auto-abastecimento regional e pressionando a saída de trabalhadores, de produtores sem terra e de pequenos proprietários.
A ocupação de áreas que haviam ficado à margem do complexo agroindustrial da soja permitiu reter, na região, a pequena produção desarticulada com a expansão de cultivos modernos ou desalojada com a construção de barragens para a produção de energia hidrelétrica. Por outro lado, a expansão do sistema de integração de pequenos produtores à indústria viabilizou, através do desenvolvimento de atividades compatíveis com reduzidas extensões de terra - avicultura e suinocultura confinadas e cultivo do tabaco para a produção de fumo -, a permanência de pequenos produtores cujos estabelecimentos não apresentavam escala adequada à implantação da lavoura mecanizada de grãos".
Este texto refere-se à agricultura:

a) da Região Sul.
b) da Região Centro-Oeste.
c) do Estado de São Paulo.
d) da Região Nordeste.
e) do Estado de Mato Grosso.



(UNESP) O complexo agroindustrial se configura no Brasil a partir da segunda metade deste século. Sobre este processo, pode-se afirmar:

a) deu-se de forma desordenada, devido ao choque de interesses entre o governo e os produtores agrícolas, apesar de beneficiar toda a sociedade brasileira.
b) traduziu-se na passagem da agricultura tradicional para a agricultura moderna dirigida para mercados específicos, o que significou, entre outras coisas, incorporação de tecnologia sofisticada para o processo de produção agropecuário.
c) em 1980, 75% dos estabelecimentos rurais brasileiros estavam entre os caracterizados como de agricultura moderna.
d) em 1980, 25% da produção agropecuária brasileira eram oriundos de 75% dos estabelecimentos rurais, caracterizados como de agricultura moderna.
e) a passagem da agricultura tradicional para a agricultura moderna se constituiu num processo dinâmico que incorporou novas tecnologias, porém sem qualquer articulação com o desenvolvimento urbano.

Feira dos Inhamuns reúne expositores

Rayane Gonçalves e Felippi Almeida Lima foram os escolhidos Garota e Garoto Feneri 2011
SILVANIA CLAUDINO
A XI Feira de Negócios da Região dos Inhamuns foi a maior de todas as edições, se consolidando na região.

Tauá. Realizada no último fim de semana, neste Município, a XI Feira de Negócios da Região dos Inhamuns (Feneri) foi a maior de todas as edições, se consolidando como um marco propulsor de toda a região, segundo os organizadores. De acordo com o Sebrae, o evento deve ter movimentado cerca de R$ 80 mil. O Parque da Cidade serviu de palco para a feira, composta este ano por 73 expositores, além de programação voltada para o desenvolvimento de produtos da região, como roupas, calçados, artesanato, culinária, arte e cultura.

"A Feneri foi um sucesso e isso mostra que os setores da agricultura familiar, comércio e indústria são o nosso foco e hoje uma coluna de sustentação para o desenvolvimento do Município, visando a geração de ocupação e renda", diz Ana Ricarte, da Agência de Desenvolvimento do Município. De acordo com ela, o próximo desafio é alcançar a meta de 100 expositores na próxima Feneri, feito que considera possível, devido à procura antecipada que já aconteceu durante o evento deste ano.

Sucesso
"Devido ao grande sucesso, muitos já reservaram seu lugar para o próximo ano, fato que nos deixa bastante motivados". A feira foi realizada pelo Sebrae em parceria com a Prefeitura Municipal, Banco do Nordeste, Câmara de Diretores Lojistas e Associação Comercial.

No dia 8, ocorreu o desfile dos concorrentes a XI edição da Garota e Garoto Feneri 2011. A noite foi das mais animadas. Os vencedores Rayane Gonçalves, de 17 anos, estudante do Colégio Antônio Araripe, e Felippi Almeida Lima, de 18 anos, estudante do Liceu Lili Feitosa, foram consagrados vencedores e receberam faixas e prêmios oferecidos pelos expositores.

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.

Rio+20 vai debater meio ambiente

Ambientalistas vão debater sobre políticas de preservação dos principais ecossistemas brasileiros
THIAGO GASPAR
Um novo paradigma de desenvolvimento econômico deve nortear as discussões dos ambientalistas.

Brasília. Vinte anos depois da Rio 92, ambientalistas do mundo inteiro vão voltar ao Brasil para um novo encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre meio ambiente, a Rio+20, entre 28 de maio e 6 junho de 2012. Mas, desta vez, as discussões devem ir além das questões ambientais, na avaliação do diretor executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, que participou do encontro há 20 anos e vai estar na reunião do Rio em 2012.

"Diferentemente da Rio 92, a conferência deixa de ser reunião ambiental para discutir um novo paradigma de desenvolvimento econômico", avaliou.

Mais que um balanço da implementação de compromissos estabelecidos na conferência de 1992 - como a Agenda 21 e a criação das convenções-quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas e Biodiversidade - a Rio+20 vai tentar avançar na proposta de uma economia verde, que concilie crescimento econômico com baixas emissões de carbono.

"Essa discussão de integrar meio ambiente e desenvolvimento já é atrasada, todo mundo sabe o que é preciso fazer. A questão é como definir essa estratégia de desenvolvimento que tenha uma economia de baixo carbono, com justiça, com governança e com sustentabilidade", disse.

A Rio+20 também poderá ser uma oportunidade para tentar avançar em discussões travadas em outros fóruns, mesmo que em negociações informais. A construção de um novo acordo internacional sobre redução de emissões de gases de efeito estufa, por exemplo, não tem avançado nas últimas conferências sobre mudanças climáticas, e a ONU ainda está longe do consenso sobre um novo mecanismo para suceder o Protocolo de Quioto. Para Furtado, durante a Rio+20, os negociadores internacionais poderão criar as bases de novo acordo, mesmo que a formalização fique para a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas.

"Pelo fato de não ser o foro oficial, pode haver um diálogo maior em que a sociedade, empresas e grupos acadêmicos também estejam envolvidos", disse Furtado.

Outra novidade da Rio +20 será das redes sociais, que poderão ampliar os limites da conferência para muito além do Rio e permitir que cidadãos do mundo inteiro acompanhem os debates e cobrem ações concretas de seus representantes.

Fonte: Coluna Nacional do Jornal Diário do Nordeste.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Inscrições abertas para o Desafio National Geographic 2011 - Viagem do Conhecimento

Por Olavo Guerra

A partir desta segunda-feira (6), professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas públicas e particulares de todo o Brasil podem cadastrar seus colégios na edição 2011 do Desafio National Geographic - Viagem do Conhecimento.
A maior olimpíada de geografia do país é realizada pela Editora Abril e pela revista National Geographic Brasil com patrocínio da Petrobras. Podem participar estudantes do oitavo e nono anos (sétima e oitava série) do Ensino Fundamental e do primeiro ano do Ensino Médio.
Esta é a quarta edição do Desafio, que terá três fases: uma local (realizada nas próprias escolas), outra regional (que será feita em cerca de 200 escolas-sedes em todo país) e uma fase final que acontecerá em novembro, disputada em uma cidade a ser indicada pela organização do concurso.
Os 20 alunos finalistas premiados, acompanhados dos pais e professores, participarão das provas finais e também conhecerão a equipe da revista National Geographic Brasil e as atrações turísticas do local, com despesas de transporte, hospedagem e alimentação pagas pelo evento.
As inscrições são gratuitas e serão encerradas no dia 29 de julho. A primeira prova será realizada dia 10 de agosto nas próprias escolas cadastradas.
Entre no site da Viagem do Conhecimento para consultar o calendário e regulamento, fazer a inscrição das escolas, conhecer as edições anteriores e obter mais informações sobre o Desafio.

População mundial: já somos 7 bilhões

Estados Unidos
Um grupo de recém-nascidos em 1º de setembro de 2010 descansa no Hospital Winnie Palmer, em Orlando, a segunda maternidade mais movimentada do país.

A população mundial pode chegar à marca dos 9 bilhões até 2045. O planeta vai conseguir sustentar tanta gente?

Certo dia no outono de 1677 na cidade holandesa de Delft, Antoni van Leeuwenhoek, um mercador de tecidos que se supõe ter servido de modelo para dois quadros de Johannes Vermeer - O Astrônomo e O Geógrafo -, saiu da cama, interrompendo de repente o que estava fazendo com sua mulher, e correu para a mesa de trabalho. Os tecidos permitiam a Leeuwenhoek ganhar a vida, mas o que o fascinava mesmo era a microscopia.
Leeuwenhoek possuía uma lupa minúscula e poderosa, feita por ele mesmo. Na Real Sociedade de Londres, sábios ainda estavam tentando comprovar a alegação anterior de Leeuwenhoek, segundo o qual havia milhões de "animálculos" invisíveis em uma única gota d’água de um lago e até mesmo no vinho francês. Agora ele tinha algo mais constrangedor a relatar: o sêmen humano também estava repleto daqueles animálculos. "Às vezes mais de um milhar", escreveu, "em uma quantidade pequena de material como um grão de areia." O holandês observou seus próprios animálculos nadando de um lado para outro, impulsionados por sua longa cauda.

Depois disso, Leeuwenhoek ficou obcecado. Embora a lupa lhe proporcionasse acesso privilegiado a um universo infinitesimal jamais visto, ele dedicou um tempo descomunal a examinar os animálculos hoje conhecidos como espermatozoides. E, curiosamente, foi o líquido seminal que extraiu de um bacalhau que o inspirou, quase por acaso, a tentar calcular a quantidade máxima de pessoas que poderiam viver na Terra.

Ninguém na época tinha a menor ideia, pois os censos eram raros. Leeuwenhoek, então, partiu da estimativa de que cerca de 1 milhão de pessoas viviam na Holanda. Recorrendo a mapas e noções de geometria esférica, ele calculou que a área terrestre habitada do planeta era 13 385 vezes maior que a da Holanda. Era difícil imaginar o planeta todo mais densamente povoado que o próprio país, que na época já parecia bastante apinhado. Portanto, sua conclusão triunfante foi a de que a Terra não poderia abrigar mais que 13 385 bilhões de pessoas - número até que pequeno se comparado às 150 bilhões de células espermáticas presentes em um único bacalhau! Esses cálculos singelos e otimistas, segundo o biólogo Joel Cohen, no livro How Many People Can the Earth Support? ("Quantas pessoas a Terra pode sustentar?", não lançado no Brasil), foram a primeira tentativa de se dar uma resposta quantitativa a uma questão que se tornou hoje bem mais urgente do que era no século 17. No entanto, a maioria das respostas atuais está longe de ser otimista.

De acordo com as estimativas mais recentes dos historiadores, na época de Leeuwenhoek havia apenas cerca de meio bilhão de seres humanos no mundo. Após crescer bem devagar durante milênios, esse número estava começando a ganhar impulso. Um século e meio depois, quando outro cientista comunicou a descoberta dos óvulos humanos, a população mundial tinha dobrado e ultrapassado a marca de 1 bilhão. Um século depois disso, por volta de 1930, ela havia dobrado mais uma vez, agora para 2 bilhões. Desde então a aceleração do crescimento demográfico foi assombrosa. Antes do século 20, nenhum ser humano tinha vivido o suficiente para testemunhar uma duplicação da população mundial, mas hoje há pessoas que a viram triplicar. Em algum momento no fim de 2011, segundo a Divisão de População das Nações Unidas, seremos 7 bilhões de pessoas.

Embora seu ritmo esteja diminuindo, essa explosão demográfica está longe de terminar. As pessoas passaram a viver mais tempo e há tantas mulheres ao redor do mundo em idade de procriar - 1,8 bilhão - que a população global ainda vai continuar crescendo pelo menos durante algumas décadas, mesmo que cada mulher tenha menos filhos que na geração anterior. Até 2050, o total de seres humanos no planeta pode chegar a 10,5 bilhões ou então se estabilizar por volta dos 8 bilhões - a diferença é de cerca de um filho para cada mulher. Os demógrafos da ONU consideram mais provável a estimativa média: eles estão projetando uma população mundial de 9 bilhões antes de 2050 - em 2045. O resultado final dependerá das escolhas feitas pelo casal quando realizar o mais íntimo dos atos humanos - aquele que, em prol da ciência, Leeuwenhoek interrompeu com tanto descaso.


Com a população mundial a aumentar ao ritmo de cerca de 80 milhões de pessoas por ano, é difícil não ficar alarmado. Em toda a Terra, os lençóis freáticos estão cedendo, os solos ficando cada vez mais erodidos, as geleiras derretendo e os estoques de pescado prestes a ser esgotados. Quase 1 bilhão de pessoas passam fome todo o dia. Daqui a algumas décadas, haverá mais 2 bilhões de bocas a ser alimentadas, a maioria em países pobres. E bilhões de outras pessoas lutarão para sair da miséria. Se seguirem pelo caminho percorrido pelas nações desenvolvidas - desmatando florestas, queimando carvão e petróleo, usando fertilizantes e pesticidas com abundância -, vai ser enorme o impacto sobre os recursos naturais do planeta. Como podemos conciliar tudo isso?

Por: Robert Kunzig (Revista National Geographic Brasil).

Qual é a diferença entre Reino Unido e Grã-Bretanha?

INGLATERRA

É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja a seguir). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou um dos maiores da história, com uma extensão territorial equivalente a um quarto do planeta!

GRÃ-BRETANHA

É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. Com quase 230 mil km2 de área, ela tem perto de 1000 km de comprimento de norte a sul e pouco menos de 500 km de leste a oeste. O termo "Grã-Bretanha" muitas vezes é usado como sinônimo de "Reino Unido" - o que não é inteiramente correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha.
BRETANHA

O nome deriva da grande ilha onde fica a Inglaterra, mas, quando alguém menciona apenas "Bretanha", está se referindo não a um território inglês, mas a uma região na França. A província da Bretanha é a maior área costeira francesa e tem como capital a cidade de Rennes. Por volta do século 6, essa região foi invadida por habitantes da atual Grã-Bretanha, os bretões, dando origem ao nome em comum.

REINO UNIDO

É um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II e o de governo um primeiro-ministro, eleito por um Parlamento central, em Londres. Nas grandes questões de governo, como política econômica, quem manda é esse Parlamento. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também têm assembléias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões mais locais, como saúde.

ILHAS BRITÂNICAS

É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda - onde ficam dois países, a Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e a República da Irlanda, também chamada de Eire (um Estado independente). Além das duas "grandalhonas", fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).

Fonte: Revista Mundo Estranho.

Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram?

Na verdade, nossos antepassados já conheciam as horas do dia muito antes de o relógio ser inventado. O relógio mecânico é uma invenção do século 14, enquanto que a divisão do dia em 24 horas surgiu por volta de 5000 a.C., na Babilônia. O ponto-chave desse sistema numérico foi a definição do meio-dia. Observando o movimento da sombra provocada pelo Sol, os babilônios descobriram que havia um momento em que a estrela ficava a pino no céu, sem projetar sombras para os lados. Esse momento ficou conhecido como meio-dia. Os babilônios então dividiram o restante da trajetória da sombra em 12 partes: seis antes do meio-dia (manhã) e seis depois (tarde). Estava criada a divisão do dia em 24 partes (horas) - a outra metade, claro, era a noite. Para fazer essa marcação da trajetória da sombra, os babilônios criaram o relógio de sol. Pontualidade histórica Humanidade já usou de estrelas a cera derretida para contar os minutos Instrumento - Relógio de Sol Onde era usado - Babilônia Quando - 5000 a.C. O primeiro relógio da humanidade tinha uma haste que projetava a sombra do sol numa marcação dividida em 12 partes. O "12" foi escolhido por ser um submúltiplo de 60, que era a base do sistema matemático babilônico Instrumento - Relógio mecânico Onde era usado - Europa Quando - Século 14 Apesar de ter surgido no século 14, o relógio mecânico só se popularizou no século 18. Os primeiros modelos eram movidos por engrenagens conectadas a pequenos pesos, que não eram lá muito precisos Instrumento - Relógio de vela Onde era usado - Europa Quando - Século 9 O primeiro registro é do século 9, mas esse "relógio" era tão simples que muitos historiadores acreditam que ele tenha sido inventado séculos antes. Ele era uma vela graduada que, à medida que queimava, mostrava quantas horas tinham se passado Instrumento - Clepsidra Onde era usado - Egito Quando - 3500 a.C. O primeiro relógio "noturno" de que se tem prova é a clepsidra. Para saber as horas à noite, os egípcios criaram um mecanismo em que um recipiente d’água se esvaziava numa vazão controlada, movimentando um mostrador de horas Instrumento - Astrolábio Onde era usado - Grécia Quando - Séc. 2 a.C. O astrolábio foi uma invenção grega que acabou se perdendo na história, só sendo "reinventado" no século 14. Com um conjunto de discos móveis, era possível determinar a posição das estrelas num determinado momento da noite e, assim, verificar que horas eramFaça Você Mesmo Tempo solar Quer construir um relógio de Sol? Veja como é fácil 1. Coloque no centro de uma superfície plana — banhada pelo sol o dia todo — uma haste de uns 20 cm. Para melhorar a visibilidade, incline um pouco a haste, na direção da sombra projetada 2. Acompanhe o movimento da sombra, que diminuirá em direção à haste até o meio-dia. Quando a sombra começar a crescer de novo, faça uma marca na superfície nessa posição. Esse é o meio-dia 3. Na superfície, faça um semicírculo cujo centro seja a haste e sua marcação do meio-dia. Divida esse semicírculo em 12 partes, seis antes do ponto central (manhã) e seis depois (tarde).

Fonte: Revista Mundo Estranho.

60ª EXPOCRATO: Abertura acontece em dia de grande festejo

A exposição contou com grande participação popular e por todo o dia houve manifestação de vaqueiros, produtores e criadores. A abertura teve um atraso de duas horas
FOTO: ANTÔNIO VICELMO
Exposição é uma vitrine da cultura e do potencial econômico da região do Cariri, com destaque às tradições

Crato Com uma estimativa de 60 milhões de reais em negócios, a entrada de 18 mil animais, sendo 10 mil aves, 400 barracas instaladas e a presença de mais 500 mil pessoas nos oito dias de festa, foi aberta ontem a Expocrato, maior acontecimento social e agropecuário do Ceará. A festa começou com duas horas de atraso e por alguns minutos chegou a faltar energia elétrica. No entanto, o governador em exercício, Domingos Filho, fez o elogio à iniciativa.

A Exposição é a vitrine das potencialidades do Cariri, o caldeirão da arte e do folclore regional. No comércio, o incremento de vendas, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas, gira em torno de 30 por cento. Durante o evento serão realizadas palestras, seminários, oficinas concursos leiteiros e exposições, como a IV Exposição Internacional Pan-americana de Cães (Expocães) com a presença de juízes internacionais.

"Este ano, a qualidade do rebanho é melhor do que as anteriores", comemora o criador de Nelore, Fábio Cardoso, destacando a participação de animais de alta linhagem de outros Estados. Um garrote Nelore está sendo vendido, em média, por R$ 6.000,00. Um touro pode custar até R$ 30.000,00. Ao apresentar estas estimativas de preços, Fábio esclarece que as matrizes, isto é, as fêmeas, têm mais valor. Uma boa reprodutora Nelore está sendo vendida a R$ 40.000,00.

A Expocrato é o grande palco das artes do Cariri, onde é apresentada a criatividade da Nação Cariri com seus valores estéticos, beleza, equilíbrio, harmonia, revolta que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. A Associação Redes da Várzea trouxe de Várzea Alegre mais de 100 redes, confeccionados por mulheres habilidosas. A vice-presidente da associação, Valdelúcia Bezerra Costa, espera vender mais do que o registrado no ano passado.

Este ano, a Expocrato foi aberta com um show do programa Rapadura Cultural, no engenho "Cratinho de Açúcar", um espaço romântico, onde são vendidos, alfenim, mel, rapadura e garapa, sob a coordenação da Associação do Sitio Coité, do Município de Barbalha, que tem como presidente o agricultor Antonio José Bernardo, conhecido por "Novo". A Associação pretende apurar, segundo Novo, mais de R$ 50.000,00, nos oito dias de moagem.

No setor cultural, uma das atrações é a Exposição Itinerante Luiz Gonzaga, na Terra da Luz, no âmbito das comemorações do Centenário do Rei do Baião que transcorre no dia 13 de dezembro de 2012. Para o curador da Mostra, Reginaldo Silva, Gonzagão tem uma forte ligação com a Exposição Agropecuária do Crato. Ele faz parte da trilogia do jumento formada por Gonzaga, Patativa e Padre Vieira, que sempre estiveram presentes no evento desde o seu início.

Perfil

O evento muda de uma hora para outra o perfil da cidade. Dentro do parque, gado e vaqueiros se misturam com modernas tecnologias. O cheiro do acarajé se encontra com o aroma do mel quente do engenho de rapadura. O caldo de mocotó divide a preferência com sabores dos restaurantes sofisticados. Políticos, empresários, intelectuais, gente do povo, tipos populares, se cruzam nas alamedas do parque que se transforma num espaço democrático de uma população que ainda vive o processo de transição entre o campo e a cidade. Fora do parque, a cidade muda de cara. Ruas pintadas e abarrotadas de carros. Centenas de visitantes se espalham entre restaurantes e clubes serranos à espera dos shows que acontecem durante a noite. Para hoje, estão programadas apresentações de Leo Magalhães, Amigos Sertanejos, Geraldinho Lins e Ítalo e Reno.

Hotéis, pousadas e casas de família estão lotadas. De um canto a outro da cidade só se fala em Exposição. Os congestionamentos de veículos ocorreram mesmo antes da abertura da festa, num sinal, segundo os organizadores, alertando de que há necessidade de um novo parque. O presidente do Grupo Gestor da Expocrato, Francisco Leitão, reclama da falta de espaço dentro do parque. "Os 400 pontos destinados a barracas e estandes não deram para quem quis. Faltou espaço para atender a demanda", diz.

Fique por dentro  
Sucesso a cada ano

A Exprocrato é a principal feira agropecuária do Norte/ Nordeste e uma das maiores do Brasil, revelando-se um evento que cresce a cada ano. Para 2011, a estimativa é de uma movimentação recorde no comércio de animais, além de impactar no setor de serviços, estimando-se num crescimento em torno de 30%. O sucesso é explicado pela organização do evento, como resultado de parcerias entre o Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), do Instituto Agropolos, Associação dos Criadores do Crato (ACC), Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bio-Região do Araripe (ACCOA) e Ematerce. Como todos os anos, a iniciativa conta com uma feira agropecuária, inúmeros leilões e muitos shows e espetáculos para alegrar a todos os visitantes.

MAIS INFORMAÇÕES

Grupo Gestor da Expocrato
Parque de Exposições Pedro Felício
Centro - Crato (CE)
Telefone: (88) 3523.2120

ANTÔNIO VICELMORepórter

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.

Cavalgada reúne multidão em Iracema

Subindo a Serra dos Bastiões, o cortejo homenageou Nossa Senhora do Carmo, lembrou a história de luta do quilombo que marcou a região e tem resgatado a tradição nordestina
Em sua quarta edição, a Cavalgada a Nossa Senhora do Carmo, em Iracema, reúne os amantes da pecuária

Iracema Uma multidão de cavaleiros, vaqueiros e amazonas fez-se tropa numa cavalgada que só existe há quatro anos mas acontece com jeito de tradição. Rumo à igrejinha no alto da Serra de Bastiões, centenas de tropeiros montaram em seus cavalos e percorreram vários quilômetros ladeira acima na IV Cavalgada a Nossa Senhora do Carmo, realizada ontem no Município de Iracema. A região que já é berço da pecuária leiteira no Vale do Jaguaribe tem crescido rapidamente no número de adeptos da montaria como meio de transporte e de vida.

A Cavalgada a Nossa Senhora do Carmo, em Iracema, é movimento novo, mas bastante crescente: de 110 participantes da primeira edição, ontem pela manhã foram registrados cerca de 800 vaqueiros - embora tenham propagado a presença de mais de mil. O número expressivo já é pretensão dos vaqueiros entrevistados: consolidar a cavalgada como uma das maiores do Ceará.

Para menino que nasce, sara o umbigo e cresce em pleno sertão caatingueiro, o primeiro passeio é montado numa sela de cavalo. O último também, se depender da disposição de seu José Prata, de 80 anos é "um negócio que vem de dentro" que o faz até hoje dar carreira atrás de boi. Tomar umas cachaças com os amigos também. Estacionamento na frente de bar é um poste para amarrar os possantes que relincham. Muitos jovens têm moto, José Gildênio tem o "Tocha de Fogo", seu cavalo e companheiro. E na manhã de domingo, a janela que dá para a rua virou a televisão de dona Aparecida Guerra. Viu a tropa passar na frente de casa. E nela, os irmãos e primos. Jemisson Guerra, de 21 anos, desgarrou por uns instantes da tropa e encostou seu cavalo na calçada para fazer um agrado nos pais, Vanilde e Joeme Guerra. "Ele corre vaquejada, é a paixão dele", diz a mãe.

História de vida

Eurídes Maria Oliveira é vaqueira. Foi-se o tempo da vaquejada competitiva, hoje a competição é com a idade e a danação de suas 30 reses, que quando desgarram, ela tem que capturar. "Nada mal para quem tem 51 anos, né?". Nada mal para quem cavalga desde criança. Tem um pai que trabalhava na criação do gado, portanto cavalgava o dia inteiro. Casou com um vaqueiro e aprendeu com sua paixão a criar uma outra: a cavalgada. Mas depois ela se separou do marido, juntou-se com um... Vaqueiro! A cavalgada de ontem seguiu em cortejo pelo Centro da cidade. No pé da Serra de Bastiões, parada para o almoço e forró pé-de-serra. Com uma cachaça na mão, dona Eurídes foi enlaçar seu esposo no "forrozim". E a trilha musical não poderia ser outra: "oh, meu vaqueiro, meu peão, conquistou meu coração, e na pista da paixão valeu, boi...".

A procissão seguiu para a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Serra dos Bastiões. Um planalto com o mesmo frio da Serra de Guaramiranga, mas nem tão conhecido. E foi por ser uma terra desconhecida que dois séculos atrás as escravas fugidas Sebastiana e Bribiana se esconderam e fundaram o quilombo. Os negros da população quilombola de Bastiões ainda reivindicam o direito a terra.

A subida íngreme até o povoado foi mais fácil para os cavalos do que os carros que acompanhavam o cortejo. Na igreja, a vaqueirama agradeceu a Nossa Senhora do Carmo, padroeira de lá. "É agradecer, pedir, agradecer, pedir, mas no final acaba em agradecer", explica o vaqueiro Elias Guerra, para completar que "o mais tem Deus pra dar". "Guerra" é o sobrenome mais popular em Iracema. "É a família maior", diz Ivoneide Guerra, uma entre centenas de "Guerras" na pequena cidade.

De acordo com Francisco Nogueira de Aquino, o Chico Pequeno, a Cavalgada tem conseguido integrar não só os vaqueiros de Iracema, como de Alto Santo, Pereiro e Ererê. É uma região onde predomina a pecuária leiteira, também a criação de reses soltas e a solidez do uso do cavalo como transporte, ultimamente competindo com as motocicletas. "Mas não vai substituir completamente, porque cada uma tem sua função, seu tipo de uso", afirma José Eliênio, vaqueiro e motoqueiro.

O vaqueiro e técnico agrícola, José Roque, esclarece que apesar do pouco tempo do evento, a cavalgada já acontecia na região, em idos de 1969, quando já acontecia a "missa do vaqueiro". Mas reconhece na nova cavalgada o início de uma tradição. Ou a revalorização da cultura vaqueira.

INCREMENTO 
Vale do Jaguaribe tem forte tradição leiteira

O Vale do Jaguaribe é de tradição da pecuária leiteira. As fazendas espalhadas em Municípios como Morada Nova, Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Pereiro e a própria Iracema são responsáveis por grande parte do abastecimento da indústria de laticínios. A produção leiteira local é o que abastece as dezenas de queijeiras espalhadas pelos Municípios, significando outro importante segmento econômico. É famoso o queijo coalho de Jaguaribe, por exemplo. A maioria dos cavaleiros participantes da IV Cavalgada de Iracema tem como atividade econômica a agricultura e a pecuária leiteira em suas pequenas propriedades.

Os jaguaribanos têm investido num segmento cheio de oportunidade. De acordo com a Agência de Desenvolvimento do Ceara (Adece), o leite está na sexta posição no ranking de produtos agropecuários relevantes. Também é um dos principais geradores de empregos no campo - 12% dos negócios agropecuários estão diretamente relacionados à produção leiteira. E o novo incremento do setor se dará, especialmente, nos perímetros irrigados. Empresas do sul do País estão migrando para lá, para a produção leiteira em grandes proporções. De acordo com José Roque Freire, técnico agrícola da Secretaria de Agricultura de Iracema, o setor de serviços e o setor primário na produção leiteira são os dois pontos mais importantes que movimentam a economia gerando emprego e renda.

Melquíades Júnior

Repórter

Fonte: Coluna Regional do Jornal Diário do Nordeste.